Publicidade
Manaus
PROSTITUIÇÃO INFANTIL

Presas por prostituição infantil diminuíam idades das vítimas para atrair pedófilos

Amigas e sócias, as aliciadoras capturadas pela Polícia Civil em Manaus faziam com que as adolescentes parecessem mais jovens para gerar interesse de clientes 18/09/2018 às 12:29 - Atualizado em 18/09/2018 às 13:05
Show 59d5e0d5 8edc 46dd 8654 26448d48b237 a0d48642 c447 45cd ab77 cbc0b9c1388d
Foto: Gilson Mello
Vinícius Leal e Larissa Golvin Manaus (AM)

As duas mulheres presas pela Polícia Civil do Amazonas, acusadas de atuarem em uma rede de prostituição infantil em Manaus, diminuíam as idades das vítimas para atrair pedófilos. É o que informou a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), durante coletiva de imprensa da Operação “666”, deflagrada hoje.

Na operação de hoje foram presos um comerciante de 52 anos, identificado como Raimundo Alves do Vale Filho, que era cliente e abusava sexualmente de crianças e adolescentes com idades de 10 a 14 anos, e uma mulher de 23 anos, Ana Cássia da Silva Bentes, que era aliciadora na rede de prostituição. Tal rede de prostituição é a mesma em que atuava a tia de uma menina de 13 anos encontrada dentro de um motel com o empresário Fabian Neves, também preso e acusado de estupro de vulnerável.


O comerciante Raimundo Alves e Ana Cássia (Foto: Gilson Mello)

Conforme a delegada Joyce Coelho, Ana Cássia e a tia da menina de 13 anos eram amigas e sócias na rede de prostituição infantil. “Ela (Ana Cássia) participou diretamente de todos os casos da primeira vítima (de 13 anos), inclusive na primeira ocasião (dentro do motel) ela estava presente”, disse a delegada Joyce Coelho.

Conforme a delegada, as duas agenciadoras chegavam a diminuir as idades das adolescentes para que elas parecessem mais jovens, como crianças, e atraíssem mais clientes. “As duas mulheres, nos bairros periféricos de Manaus, viam o perfil das crianças que interessavam os pedófilos, os abusadores, o perfil de criança de pouco idade, que se assemelham a crianças mesmo. Elas chegavam a diminuir a idade das vítimas para atrair o interesse do abusador e aí negociavam o preço, que variava entre mim e mil e 500 reais. As vítimas ganhavam no máximo 100 reais ou um celular quebrado e todo o dinheiro era mesmo para as duas aliciadoras”, reforçou a delegada.

Agora, todos os membros da rede de prostituição infantil foram presos, mas a polícia não descarta a possibilidade de novas prisões. “Com as prisões de hoje a gente fecha esse grupo, não descartando a existência de outros clientes (da rede de prostituição infantil), que serão investigados assim que tivermos conhecimento”, disse Coelho.

Publicidade
Publicidade