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Manaus
SEGURANÇA PÚBLICA

Presídio Compaj 2 vai ser construído com tecnologia à prova de túneis, diz Seap

Presídio que será erguido onde funcionava o semiaberto do Compaj terá celas feitas de vidro e fibra. Projeto está em andamento e deve custar aproximadamente R$ 70 milhões 12/06/2018 às 06:58
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Compaj 2 será construído na área onde funcionava o semiaberto. Foto: Euzivaldo Queiroz - 06/03/2017
Joana Queiroz Manaus (AM)

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) anunciou a construção de  presídios usando tecnologia que impede a abertura de túneis e, assim, a fuga de detentos. A primeira delas será o Complexo Penitenciário Anísio Jobim 2 (Compaj 2), conforme informou nessa segunda-feira (11)  secretário Cleitman Coelho.

Segundo Coelho,  a unidade será de segurança máxima com capacidade para 900 presos. A nova penitenciária vai abrigar internos do regime fechado e será construída no terreno onde funcionava o regime semiaberto, no quilômetro 8 da BR-174.

Cleitman Coelho explicou que a tecnologia que será usada na construção da nova unidade prisional inibe a abertura de túneis para fuga dos detentos e de “tocas”, uma espécie de esconderijo  onde os presidiários guardam objetos ilícitos como armas, drogas, celulares e carregadores.  Isso porque o material utilizado na construção  dispensa o uso de ferro e de concreto comum, para  o uso de vidro e fibra de poliuretano nos pisos e revestimentos. 

As celas pré-moldadas fabricadas pela empresa Construtora Verdi Sistemas Construtivos S.A., sediada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS). A  tecnologia já vem sendo usada na construção de presídio em vários estados brasileiros. “Estamos buscando a tecnologia de construção mais resistente, principalmente, para os locais onde o preso passa mais tempo que são nas celas”, disse Coelho.

Conforme o secretário,  a construção da nova unidade já está autorizada pelo governador Amazonino Mendes (PDT) e, inicialmente, poderá custar cerca R$ 70 milhões.  Deste valor,  R$ 50 milhões estão disponíveis e o restante ainda será angariado, para ser investido na mobília e em equipamentos de segurança.

Andamento

 Na semana passada, o secretário da Seap esteve em Porto Alegre e visitou uma unidade prisional que utiliza esse tipo de tecnologia de construção, bem como a empresa que fabrica as celas.  De acordo com ele, o  processo está em andamento, mas ainda não é possível dizer quando começam as obras do Compaj 2.

A ideia é que depois de pronto, os presos que hoje estão cumprindo pena no regime fechado no Compaj  1, sejam transferidos para a nova unidade e que a antiga seja reformada.  Até ontem 1,3 mil presos estavam cumprindo pena no regime fechado.  

Material não absorve umidade

O material que vai ser utilizados nas celas, de acordo com o secretário da Seap, Cleitman Coelho,  tem porosidade elevada e não absorve a umidade o que evita a proliferação de vírus e bactérias. Prisões com esse tipo de celas diminuem o índice de tuberculose entre os presos,  além de inibir o mau cheiro que é comum nas celas.  “Atualmente eles (os presos) guardam restos de alimentos o que atrai insetos, ratos e baratas. Eles ainda guardam resto de alimentação para fazer bebidas alcoólicas, as chamadas ‘Maria Loucas’”, disse Cleitman.

As lâmpadas também são blindadas o que impede que o preso tire a fiação e quebre a lâmpada para usar o vidro.  “Essa tecnologia tem um diferencial muito positivo”, destacou o secretário.

Sem contato

 Com as celas pré-moldadas, o agente penitenciário não terá contato direto com os internos. A movimentação será feita por cima das celas e  corredor haverá uma passarela onde o agente caminha e executa os comandos.  Conforme a Seap, isso evita a corrupção ou que  o agente seja feito refém.

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