Publicidade
Manaus
MOTIM

Presos apontam mortes de lideranças do PCC como motivo para fazer agente refém

Considerados do alto escalão da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), “Gegê do Mangue” e “Paca” foram mortos no Ceará no último dia 15. Detentos do CDPM 2 dizem fazer parte da organização criminosa 25/02/2018 às 15:39 - Atualizado em 25/02/2018 às 15:41
Show show show cdpm
Foto: Arquivo/AC
Vitor Gavirati Manaus (AM)

Os 30 detentos que fizeram refém um agente penitenciário do Centro de Detenção Provisória Masculina 2 (CDPM 2) alegaram que o ato foi motivado por conta das recentes mortes de lideranças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo informou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Ainda de acordo com a pasta, os detentos disseram ser integrantes do PCC. Entre os líderes da facção criminosa que foram mortos recentemente estão Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, considerados as principais vozes do PCC fora dos presídios. A dupla foi morta a tiros em uma região indígena do estado do Ceará.

Em nova nota oficial, a Seap revelou que a “alteração já controlada”, como definiu a secretaria, ocorrida neste domingo (15) começou no momento em que estava sendo entregue o almoço dos detentos. “(...) munidos de cinco estoques, (os detentos do pavilhão 1) renderam um agente penitenciário”, diz trecho do comunicado.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária, Cleitman Coelho, esteve no CDPM 2, localizado no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus – Boa Vista), durante as negociações para a liberação do agente penitenciário, feitas pela equipe de plantão da Coordenação do Sistema Penitenciário (Cosipe) da Seap.

Equipes do efetivo do Canil da Polícia Militar do Amazonas, Comando de Operações Especiais (COE), 1º Batalhão de Choque e Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) do Comando de Policiamento Especializado (CPE), além de efetivo da Força Tática e viaturas das 20ª e 26ª Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms) se deslocaram para o CDPM durante a confusão.

De acordo com a Seap, nenhuma cela do pavilhão foi danificada pelos presos, que também não fizeram nenhuma reivindicação.

Publicidade
Publicidade