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‘Presos foragidos do semiaberto já estão retornando’, diz Sejus

De acordo com secretário de Justiça e Direitos Humanos Louismar Bonates, detentos estão voltando aos pavilhões do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) 17/09/2014 às 08:53
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De acordo com o sargento Rodrigo da Ronda Ostensiva Candido Mariano (Rocam) a fuga dos presos foi presenciada por um dos vigilantes
Jornal A Crítica Manaus (AM)

O secretário de Estado de  Justiça e Direitos Humanos, Louismar Bonates, disse que os presos que saíram no sábado do sistema semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim,  estão retornando  ao presídio. Na segunda-feira a  Polícia Militar  realizou uma contagem e 35 dos 500 interno não responderam a chamada.

Na tarde de sábado um grupo  fugiu do local pulando o muro. Alguns voltaram  dizendo que tinham ido tomar banho no igarapé próximo porque Manaus é muito quente. “Os presos saem quando querem e não há nenhum controle”, disse um funcionário do sistema penitenciário que preferiu para não ser identificado.

O pior que, segundo dados das policiais Civil e Militar, uma grande quantidade desses presos saem do presídio para cometer crimes como assaltos, tráfico de droga e muitos acabam sendo mortos. Segundo o promotor de justiça Ednaldo Medeiros, essa prática não é de hoje e as autoridades tem conhecimento disso. “Isso é uma política de falência da segurança pública. Tem preso que forçam a Justiça para permanecer no semiaberto.”, disse o promotor.

O titular  da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (DERFD), Orlando Amaral, disse que na maioria das vezes  uma quadrilha é presa sempre tem um preso do semiaberto que saiu para praticar  assaltos. Ele citou como exemplo o assaltante  Jhonatan Paiva Costa, o “Jho Jho”, que participou do assassinato do sargento da Polícia Militar José Cláudio Marques o “Caju”, que no momento do crime estava usando tornozeleira eletrônica.

Medeiros disse que é inútil o uso de tecnologia  nas unidades prisionais quando a gestão destas tem problemas.  O preso sai pra cometer crimes acobertado pelo sistema problemático. “O pior é que as autoridades tem conhecimento e não fazem nada”, afirmou o promotor, pedindo novas ações do Estado para estes casos.

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