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Pressão popular deixa judiciário em alerta

Ministra Cármen Lúcia aponta como desafio do Judiciário o repensar da função desse Poder diante das demandas do povo 25/07/2013 às 07:48
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A presidente do TSE, Cármen Lúcia, adverte: cobranças vão crescer
KLEITON RENZO Manaus

“O povo brasileiro não está satisfeito com o Poder Judiciário principalmente pela morosidade com que nós correspondemos às demandas urgentes. E toda demanda é urgente porque é a demanda da vida da pessoa”. A advertência foi feita ontem, na sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), para um platéia de desembargadores, juízes e estudantes de direito, pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármem Lúcia.

A ministra esteve até o fim da tarde dessa quarta-feira (24) em Manaus onde cumpriu uma agenda com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), desembargador Flávio Pascarelli, e aceitou convite do presidente do TJ-AM, desembargador Ari Moutinho, para fazer uma palestra abordando o tema “Eleições e Cidadania”. No TRE-AM de Pascarelli recebeu a medalha “Mérito Eleitoral do Amazonas” pela forma como conduziu o processo das eleições municipais do ano passado.

Eleita no início de março de 2012 para presidir o TSE, Càrmen Lúcia afirmou, sem citar as ondas de manifestações nacional, que o País vive “transformações profundas” e que o Poder Judiciário precisa acompanhar essas mudanças sob o risco de não “corresponder mais aos anseios da sociedade”. “É isso que o cidadão quer. E é isso que nós vamos ter que repensar pra saber que judiciário nós seremos; que judiciário nós podemos ser; e que judiciário precisamos ser como servidores públicos para atender a cada cidadão brasileiro. Este é o desafio que se põe este ano de 2013”, afirmou.

Mudanças

No âmbito eleitoral a ministra Cármem Lúcia informou que todos os presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais do País estão de sobreaviso para convocações de plebiscitos e acrescentou que no futuro o País faça do plebiscito uma constante. “As eleições brasileiras vão bem, obrigada. Mas as eleições vão bem porque nós tivemos até aqui eleições com datas previsíveis e inalteradas. Este ano nós tivemos a possibilidade de realizar plebiscito (...) e vamos fazer nosso dever porque isso pode se tornar uma constante daqui pra frente, por isso a Justiça eleitoral já está tomando providencias para se repensar”, disse Cármem Lúcia.

No início de junho a presidente Dilma Rousseff (PT), sob pressão das manifestações nas cidades brasileiras, anunciou um pacote de medidas para atender “as vozes das ruas”, entre eles um plebiscito que autorizasse uma Constituinte (órgão colegiado que tem como função redigir ou reformar a Constituição) para fazer a reforma política. “O judiciário eleitoral continua indo bem. Mas vamos ter que nos repensar, porque as demandas mudam, o mundo muda, a vida muda, e, portanto o judiciário tem que mudar”, afirmou.

 

Leia mais na edição impressa de A Crítica desta quinta-feira (25)

 

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