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Prevista para ser concluída em fevereiro, obra na av. Eduardo Ribeiro altera cotidiano de lojistas

Iniciadas em outubro, as obras de revitalização da Av. Eduardo Ribeiro tem trazido dor de cabeça aos lojistas dos arredores; segurança é a maior preocupação 23/12/2015 às 17:56
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O prazo total das obras é de 120 dias. Com pouco mais de 80 dias, lojistas relatam a insegurança que tomou conta do local
alexandre pequeno Manaus (AM)

Iniciada em 5 de outubro de 2015 e orçada em cerca de R$ 9 milhões, as obras de resgate da avenida Eduardo Ribeiro, agora entre o trecho da rua 10 de Julho até a rua 24 de Maio, seguem em construção no Centro Histórico de Manaus. Na última sexta-feira (18), foi entregue o primeiro trecho das obras, entre a ruas Monsenhor Coutinho e 10 de Julho, concluído após 80 dias de trabalho. A segunda parte das obras – de acordo com a meta inicial , será entregue até meados de fevereiro de 2016.

No entanto, a execução das obras no trecho restante da via tem alterado a rotina dos comerciantes que trabalham nos arredores. Quando chega a noite, os perigos e a escuridão assustam os lojistas, que precisam mudar seus horários de funcionamento.

Meiry Farias, gerente de uma joalheria da avenida Eduardo Ribeiro, conta que o faturamento da loja caiu em cerca de 40% após o início das obras. “Com a obra, fica muito mais perigoso, de noite e de dia. Os únicos clientes que vem são os fiéis mesmo”, afirma. Se antes a loja fechava até as 20h, hoje em dia o horário de encerramento é 18h ou até mesmo 17h.

Além da questão da segurança, a gerente afirma que a presença de flanelinhas têm inibido os clientes: “Nossos clientes que vinham na loja estacionavam na frente ou nos arredores. Hoje está bem mais difícil, pois os flanelinhas estão cobrando R$ 10 e até mais pra estacionar. Se não der, eles ameaçam que vão riscar (o veículo), etc”. 

Bonito, mas demorado

Catalina Usuqa, gerente da joalheria Ouro do Brasil, relembra o assalto ocorrido em 30 de outubro, onde um casal entrou na loja, roubou algumas alianças e o celular de uma funcionária. Porém, ela vê as obras com bons olhos, pois acredita que o projeto vai ficar bonito quando finalizado, mas já reclama do tempo que irá demorar para concluir a Nova Eduardo Ribeiro.

“Desde que começaram as obras, ficou com uma movimentação mais leve. O mais grave de tudo é o problema da segurança. Estamos há 5 anos aqui, e foi só começarem a obra quee assaltaram a loja”. Catalina ressalta que a partir do assalto, a empresa passou a contratar um segurança. “É caro contratar um segurança por causa de uma obra que deveríamos ter um policiamento público. Antes fechávamos 18h, e agora estamos fechando 17h”, relata.


Na tarde desta quarta-feira, homens trabalhavam com furadeira, sem a proteção relatada pela prefeitura (Foto: Aguilar Abecassis)

Em outubro, a Prefeitura informou que os trabalhos na calçada só seriam realizados após o fechamento das lojas, durante o período noturno. Já durante o dia, o trecho da calçada que estiver com obra em andamento será fechado com pranchões de madeira e o fluxo de pedestres ocorrerá normalmente.

Porém, na tarde desta quarta-feira (23), num trecho em frente à Farmácia do Trabalhador, homens trabalhavam com uma furadeira apenas com uma proteção de plástico, enquanto pessoas tentavam trafegar na calçada.

"Após o início das obras, tivemos duas tentativas de assaltos aqui na loja, mas não podemos fechar. Por conta disso, foram instaladas câmeras no ambiente para reforçar a segurança", afirma Júnior Tavares, consultor de vendas da loja Vivo. Os consultores reclamaram, ainda, da presença de moradores de rua que inclusive já defecaram na entrada da loja.


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