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Manaus
MAIS CARA

Primeiro dia da tarifa de ônibus a R$ 3,80 é marcado por reclamações dos usuários

Péssimas condições dos coletivos, falta de troco dos cobradores e culpa da própria população foram citados por usuários do transporte coletivo 25/02/2017 às 14:00 - Atualizado em 25/02/2017 às 14:15
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Foto: Winnetou Almeida
Silane Souza Manaus (AM)

Não teve jeito. Os manauaras começaram o sábado pagando mais caro pela tarifa de ônibus na cidade. O reajuste de R$ 3,30 para R$ 3,80 passou a vigorar nas primeiras horas do dia e não agradou os usuários do serviço. Péssimas condições do sistema de transporte coletivo e falta de troco foram problemas apontados.

A auxiliar de serviços gerais Fátima Carvalho, 53, disse que o aumento é um absurdo, tendo em vista a má qualidade do serviço. “Aumentar a passagem é fácil, agora dar melhorias é que é difícil. A maioria dos ônibus está em péssimas condições e as paradas não tem coberturas, muitas nem banco para sentar tem”, afirmou.

A estudante universitária Gabrielly Almeida, 20, reclamou da dificuldade para os cobradores repassarem o troco de R$ 0,20. “Os cobradores nunca têm troco. As empresas deveriam fazer com que os cobradores saíssem das garagens com grande quantidade de moedas. Ou então o valor da passagem deveria ser arredondado”, disse.

O autônomo Rosevaldo de Matos, de 54 anos, culpou a própria população pelo reajuste para R$ 3,80, que vai onerar as despesas do trabalhador. “Ficou muito caro, principalmente para nós que não temos para onde correr. Mas a culpa é nossa mesmo por eleger este prefeito que prometeu não aumentar a passagem”, destacou. 

O preço da meia-passagem ficou congelado em R$ 1,50. Entretanto, mesmo assim, estudantes não estavam satisfeitos, visto que quem paga por todo o custo e pelo próprio congelamento da meia-passagem são os demais usuários, como demonstrou os dados da planilha técnica apresentada pela prefeitura. “Ninguém pensa nos estudantes e nem na população em geral que vai sofrer ainda mais com esse aumento”, disse o universitário Belliny Valente, 21.

TJ decide depois

Até o início da tarde de hoje, o desembargador Djalma Martins da Costa não havia concluído a análise do agravo de instrumento ingressado pela Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) e pelo Ministério Público do Estado (MPE) que pedia a suspensão do aumento da tarifa. Os órgãos querem a reforma da decisão da juíza Etelvina Lobo Braga, da 3ª Vara da Fazenda Pública.

No agravo, a DPE-AM e o MPE-AM argumentaram que aguardar a manifestação do Município e do Estado no prazo de 72 horas, como determinou a juíza Etelvina Braga, tornará inócua a Tutela de Urgência apresentada, além de gerar graves danos não apenas aos consumidores, mas também para o comércio, indústria e demais serviços básicos, como saúde e segurança, por exemplo.

TCE mantém valor

Já a conselheira Yara Lins, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) decidiu na manhã deste sábado não suspender, por enquanto, o reajuste da passagem como pedia o Ministério Público de Contas (MPC) em nova representação. Ela também convocou para uma reunião, na sede do TCE, no próximo dia 7, às 11h30, com o prefeito em exercício Marcos Rotta, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

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