Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
RESULTADO

Primeiro leilão de bens apreendidos na 'Maus Caminhos' arrecada quase R$ 1 milhão

Dos 23 bens leiloados, dez foram arrematados e oito receberam propostas de arrematação



luxo_B398DBD0-815E-4F87-B440-AA874978CE1D.JPG Foto: Arquivo/AC
07/02/2019 às 11:32

A Justiça Federal do Amazonas divulgou o resultado do primeiro leilão de automóveis e lanchas apreendidos no curso da Operação Maus Caminhos, realizado no dia 14 de dezembro do ano passado. Dos 23 bens leiloados, dez foram arrematados e oito receberam propostas de arrematação. 

Entre os bens já arrematados estão duas lanchas e oito carros de luxo. Quatro lotes do leilão foram suspensos por decisão judicial.

O valor total de bens arrematados soma R$ 947 mil. Já os bens com proposta de arrematação são quantificados em R$ 220 mil.

O leilão, realizado pela Justiça Federal, é uma forma de preservar o valor dos bens, considerando a desvalorização rápida dos automóveis, por exemplo. Os valores arrecadados com o leilão ficarão depositados em juízo até a finalização dos processos judiciais, o que ocorre com o trânsito em julgado. O confisco dos bens ou valores só é efetivado caso os proprietários sejam condenados à perda dos bens.

Veja a íntegra do relatório divulgado.

Operação Maus Caminhos

Em 2016, a Operação Maus Caminhos desarticulou um grupo que desviava recursos públicos por meio de contratos firmados com o governo do estado para a gestão de três unidades de saúde em Manaus, Rio Preto da Eva e Tabatinga, feita pelo INC, instituição qualificada como organização social.

As investigações que deram origem à operação demonstraram que, dos quase R$ 900 milhões repassados, entre 2014 e 2015, pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Estadual de Saúde (FES), mais de R$ 250 milhões teriam sido destinados ao INC.

A apuração indicou o desvio de, pelo menos, R$ 50 milhões em recursos públicos, além de pagamentos a fornecedores sem contraprestação ou por serviços e produtos superfaturados, movimentação de grande volume de recursos via saques em espécie e lavagem de dinheiro pelos líderes da organização criminosa.

As operações Custo Político, Estado de Emergência e Cashback, desdobramentos da operação Maus Caminhos, mostraram, ainda, o envolvimento de agentes públicos, políticos da alta cúpula do Executivo estadual, entre eles o ex-governador José Melo, e pessoas ligadas a agentes públicos em um esquema de propina criado para acobertar e colaborar com os desvios feitos pelo grupo que geria as unidades de saúde, liderado pelo médico Mouhamad Moustafa.

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