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Princípio de rebelião na ala feminina do Compaj é contida nesta terça-feira (4)

Segundo a Rocam, o tumulto ocorreu quando uma viatura que deveria realizar atendimentos médicos na unidade prisional não foi ao local, como havia sido previamente arranjado 04/11/2014 às 17:32
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Segundo a PM, a confusão foi contida rapidamente
Lucas Jardim Manaus (AM)

Um princípio de rebelião foi contido na ala feminina do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da BR-174, que liga Manaus a Boa Vista. Ninguém ficou ferido e não houve grandes danos materiais dentro do presídio.

De acordo com o Cabo da PM Cortezão, comandante da viatura da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) que atendeu a ocorrência, o distúrbio à ordem começou por volta das 9h30, quando uma viatura que deveria realizar atendimentos médicos na unidade prisional não foi ao local, como havia sido previamente arranjado.

"Na hora, uma das presas não quis voltar para a sua cela e outras resolveram fazer o mesmo, mas essa situação foi rapidamente controlada e logo saímos de lá", disse o policial militar, que também informou que o Batalhão de Choque da corporação também acionado, como é de praxe.

No entanto, segundo ele, por volta das 15h30, um novo princípio de tumulto ocorreu no local, fazendo com que a Rocam e o Choque fossem chamados novamente. "Dessa vez, elas até conseguiram queimar uma ponta de colchão, mas foi contido rapidamente também. Não feriram nem fizeram ninguém de refém", declarou Cortezão.

De acordo com Epitácio Almeida, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Amazonas (OAB/AM), a ausência da viatura para atendimentos médicos foi, na verdade, o estopim para que as presas se rebelassem contra a sua condição laboral dentro do presídio. "Elas estão desde junho trabalhando dentro da cadeia sem receber por isso. Ninguém gostaria de trabalhar sem receber, ainda mais pessoas carentes como elas, que têm filhos comprando fiado do lado de fora", explicou ele.

Segundo ele, familiares de internas informaram que a situação tem sido recorrente. "É necessário que o Estado tenha um olhar mais responsável sobre esse tipo de situação e trabalhe para que não aconteça mais. A penitenciária ficou de pagá-las ainda essa semana", concluiu o advogado.

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