Domingo, 19 de Maio de 2019
INVESTIGAÇÃO

Prisão de quadrilha do Comando Vermelho pode ajudar a elucidar homicídios

Presos na madrugada desta sexta-feira, enquanto faziam um casal de refém, podem estar ligados a mortes no Bairro União, de acordo com as investigações policiais



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(Foto: Divulgação)
23/03/2019 às 12:20

A prisão de uma quadrilha de traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) por policiais militares da Força Tática (FT) poderá levar a polícia a elucidar homicídios que aconteceram nos últimos meses em Manaus, principalmente na área do bairro da União, no Parque 10 de Novembro. 

José Amantino Leão Marinho, 27, David Lucas Rodrigues Vasconcelos, 18, Janercley Gomes Turubi, 22 e dois adolescentes de 16 anos de idade foram presos por volta das 3h de sexta-feira, no beco Green Ville. De acordo com o comandante da FT, major Igor Reis, outros dois membros da facção, identificados como 'Cafezinho' e  'Térick', conseguiram escapar. 

Os mesmos são conhecidos como criminosos violentos e responsáveis por capturar, torturar, matar, esquartejar e enterrar seus desafetos, concorrentes e membros de facções rivais. Conforme o major, a polícia chegou aos suspeitos depois que os mesmos foram denunciados ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) por estarem mantendo um casal em cárcere privado.

O local onde os criminosos estavam foi cercado pela polícia, e mesmo assim quatro ainda conseguiram escapar, porque, ao verem a polícia chegando, os infratores passaram a fazer disparos para o alto avisando aos comparsas da chegada da polícia. Alguns fugiram por cima do telhado e por baixo de palafitas.

No local - uma casa de madeira - os policiais encontraram um casal amarrado e com marcas de tortura. O rapaz, além de amarrado e amordaçado, tinha marcas de violência. A mulher que estava com ele  não teve o nome revelado pela polícia. O casal foi resgatado e relatou aos policiais que os bandidos iriam matá-los.

Os criminosos disseram que as vítimas seriam enforcadas, esquartejadas e depois seriam enterrados em pedaços para não serem descobertos. A polícia suspeita que haja muitos corpos ocultados pelo bando dessa forma.

Um revólver calibre 38, cinco munições do mesmo calibre intactas e uma deflagrada, um machado que seria utilizado no homicídio, 22 porções de oxi, 17 porções de maconha, uma de cocaína, duas balanças de precisão, uma algema, R$ 89,75 em moedas e cinco camisas da Seaop foram apreendidos.

Conforme o que foi apurado pela polícia, em interrogatório, os criminosos confessaram que usavam a camisa em várias situações, como para intimidar as pessoas da comunidade quando precisavam cometer algum crime e para fugir do cerco policial. Eles também usavam os trajes para prender desafetos e depois matá-los, segundo a polícia.

O bando está preso no 12º Distrito Policial, e provavelmente será encaminhado para a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Lá, eles devem interrogados por crimes de homicídios atribuídos a eles. Na manhã deste sábado, diversos motoristas do aplicativo Uber foram à delegacia para ver os criminosos, alegando que os mesmos são suspeitos do homicídio de um colega.  


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