Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
JUSTIÇA

Trio do Comando Vermelho suspeito de tortura tem prisão preventiva decretada

Presos na madrugada de sexta-feira, eles são suspeitos de manter em cárcere privado e sob tortura um casal, que, segundo a polícia, pertenceria a uma facção rival



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(Foto: Divulgação)
24/03/2019 às 16:32

O juiz Luís Cláudio Chaves, plantonista das audiências de custódia realizadas na tarde de sábado no Fórum Ministro Henoch Reis, converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de José Amantino Leão Marinho, David Lucas Rodrigues Vasconcelos e Jandercley Gomes Turibi, suspeitos de manter em cárcere privado e sob tortura um casal, que, segundo a polícia, pertenceria a uma facção rival a dos três suspeitos. 

Eles são acusados pela polícia de integrarem uma quadrilha de traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que foram presos por policiais militares da Força Tática (FT) na madrugada de sexta-feira. A prisão deles poderá levar a polícia a elucidar homicídios que aconteceram nos últimos meses em Manaus, principalmente na área do bairro da União no Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul. 

A prisão preventiva dos suspeitos foi decretata pelo juiz plantonista com base  no art. 312 do Código de Processo Penal Brasileiro e como garantia da ordem pública, segundo trecho da ata da audiência de custódia. Os três homens foram apresentados à Justiça pela suposta prática dos crimes de tortura; associação criminosa, porte de arma de fogo e corrupção de menores.

Prisão
José Amantino Leão Marinho, 27, David Lucas Rodrigues Vasconcelos, 18, Janercley Gomes Turubi, 22 e dois adolescentes de 16 de idade foram presos por volta das 3h de sexta-feira no beco Green Ville por policiais militares da Força Tática (FT). De acordo com o comandante da FT, major Igor Reis, outros identificados como 'Cafezinho' e 'Térick' conseguiram escapar.

Os mesmos são conhecidos como criminosos violentos e os responsáveis por capturar, torturar, matar, esquartejar e enterrar seus desafetos, concorrentes e membros de facções rivais. Conforme o major, a polícia chegou aos suspeitos depois que os mesmos foram denunciados ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) por estarem mantendo um casal em cárcere privado.

Tortura

Em uma casa de madeira, os policiais encontraram um casal amarrado e com marcas de tortura. Victor Izidorio Rodrigues foi amarrado e amordaçado, assim como a mulher que estava com ele e não teve o nome revelado pela polícia. Os criminosos disseram que as vítimas seriam enforcadas, esquartejadas e depois seriam enterradas em pedaços para não serem descobertas.


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