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Proama: ‘Quem for operar não vai ter lucro’, afirma coordenador da UGP da Água da Prefeitura

Coordenador da UGP da Água da Prefeitura de Manaus disse que quem assumir o Proama, no início, terá prejuízo 16/05/2013 às 10:09
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Engenheiro Sérgio Elias explicou que custos de produção e manutenção do sistema inviabilizam, no primeiro momento, lucro no Proama
Rosiene Carvalho ---

O Programa Águas para Manaus (Proama), cuja entrega da obra está atrasada em quase três anos, vai começar a funcionar dando prejuízo à empresa que for escolhida para operá-lo. A informação foi dada, nesta quarta-feira (15), pelo coordenador da Unidade Gestora da Água da Prefeitura Municipal de Manaus (UGP Água), Sérgio Elias.

“Nos primeiros meses (a empresa escolhida na licitação) vai ter prejuízo. Quem for operar não vai ter lucro nos primeiros meses. Não tem como ter porque tem que arcar com o custo de produção e a manutenção. Não tem como dar lucro. Terá que abastecer todas as zonas Norte e Leste”, declarou o engenheiro.

Nesta quarta-feira, o texto do consórcio que será firmado entre a Prefeitura e o Governo do Estado passou pela última revisão e ficou pronto. Depende da assinatura dele, o lançamento da licitação que vai escolher a empresa que deve operar o Proama.

De acordo com o procurador-geral do Estado, Clóvis Smith, e com o coordenador da UGP Água, Sérgio Elias, agora, a efetivação do consórcio só precisa de que o governador Omar Aziz e o prefeito Artur Neto combinem o dia da assinatura.

Clóvis Smith informou que a licitação que será lançada não excluiu a participação da atual concessionária do serviço de fornecimento de água na capital, a Manaus Ambiental.

Além de representar prejuízo no início da operação, do lucro que o Proama poderá vir a ter, a médio prazo na previsão da UGP Água, apenas 20% irá para a empresa que ganhar a licitação. De acordo com Clóvis Smith e Sérgio Elias, 70% do lucro será do Governo do Estado e 10% da prefeitura.

Para Sérgio Elias, a concessionária deve ser a principal interessada na licitação. “Não acreditamos que ela (Manaus Ambiental) deixe alguém entrar, tirando-a do páreo”, declarou o engenheiro.

Questionado se a licitação corria o risco de chegar ao fim tendo como interessada apenas a Manaus Ambiental, dada as condições de prejuízo inicial e de que a empresa vencedora ficará apenas com 20% do lucro, Sérgio Elias respondeu: “Claro que sim. As empresas deste setor são grandes e não entram em conflito de áreas. Dificilmente entram na mesma área (da atuação de outra). Mas isso é apenas uma opinião minha, não quer dizer que é o que vá acontecer”, afirmou.

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