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Problemas da Rodoviária de Manaus são discutidos em sessão na Assembleia Legislativa

Audiência pública na ALE-AM reuniu representantes de órgãos para apontar problemas e discutir soluções para o espaço 17/03/2015 às 20:22
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Desde agosto de 2014, funcionários da própria rodoviária passaram a arcar com os custos de limpeza e vigilância do prédio
oswaldo neto ---

Sem prazo para a efetivação de medidas que busquem reformar a Rodoviária de Manaus ou transferí-la para outro local, uma audiência pública discutiu, ontem, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), os atuais problemas e possíveis destinos do Terminal Rodoviário. Na reunião, o novo terminal poderá ser construído em três espaços:  nas proximidades do Aeroporto, perto da Ponte Rio Negro ou no bairro Santa Etelvina, Zona Norte. Mensalmente, cerca de 20 mil pessoas circulam pela rodoviária.

Desde agosto de 2014, funcionários da própria rodoviária passaram a arcar com os custos de limpeza, manutenção e vigilância do prédio, construído há mais de 30 anos e que chegou a funcionar como sede da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU).

De acordo com o representante dos trabalhadores da rodoviária, José Raimundo Cordeiro, hoje o espaço possui cerca de 30 permissionários, sem contar com o quantitativo de taxistas, que hoje fazem parte de 60 companhias atuantes no terminal. Cordeiro diz apoiar a possível mudança de local, mas cobra estabilidade com a futura alteração. “O que nós queremos é estabilidade pra quem já trabalha lá. Não queremos que cheguem ‘os grandes’ e tirem os pequenos que já estão lá há mais de 20 anos”, declarou. Sobre possíveis locais, Cordeiro afirma ser contra a mudança para as proximidade da Ponte Rio Negro. “A rodoviária está bem localizada, fica perto da aeroporto e é um ponto estratégico. Ficaria até melhor se fosse transferida pra mais perto de lá, mas se ela for pra Ponte vai ficar difícil”.

Desentendimento

 Autor da audiência pública sobre a rodoviária, o deputado estadual Sinésio Campos (PT-AM) criticou a postura do Poder Público em relação ao espaço. “Hoje o estado e o município não se entendem sobre a administração do terminal rodoviário. Quem sofre com isso são os mais de 20 mil usuários e convivem com os problemas”, disse.

O diretor-presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Amazonas (Arsam) explicou que apesar do órgão fazer parte da administração indireta do Governo, um projeto já foi elaborado para a futura gestão. “O Governo do Estado já mandou elaborar projeto para a concessão pública da rodoviária, ou parceria público privada. A Arsam presta somente o serviço de fiscalização”. O resultado deve sair em até 60 dias.

Integração entre BRT e rodoviária

Para o superintendente da SMTU, Pedro Carvalho, o novo terminal rodoviário deve atender a dois tipos de usuários que chegam na capital. “As pessoas que chegam aqui não trazem bagagem, mas  vêm pra atendimento médico, vêm pra trabalhar, então nossa rodoviária não pode  ser  padrão”, explicou.

Ele exemplificou a sua fala na ALE-AM citando a rodoviária do Acre, que segundo ele, é integrada ao transporte alternativo. “A Prefeitura está pensando em construir o Terminal de Integração 6 no Santa Etelvina. Em termo de local a rodoviária poderia ir junto, pois estaríamos pensando nesses dois tipos de passageiros que chegam na cidade”, declarou. “A gente acha que tem uma grande oportunidade. Sabemos que o Estado e o Município estão trabalhando juntos no BRT. Por que não incluir a rodoviária, há que em termos financeiros não seria nada?”.

Transporte 

Segundo a Arsam, 14 linhas intermunicipais compõem o sistema na Rodoviária de Manaus, porém também já são realizados deslocamentos interestaduais e internacionais. São cerca de 5 mil usuários do transporte por semana, o que corresponde a mais de 20 mil pessoas por mês circulando no espaço. Países como Venezuela, Guiana Inglesa e Colômbia já são destinos de usuários fora do país. A última reforma feita no espaço ocorreu em 2014, que segundo a Arsam, não foi concluída pela Secretaria de Estado e Infraestrutura (Seinfra).


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