Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
Coronavírus

Procon fiscalizará preços de máscaras e álcool gel vendidos em Manaus

Ação acontece após a 'corrida' atrás dos materiais por conta da confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil



mascara2_3CB6262F-2165-4E0D-9B7A-93967CEFE15F.JPG Foto: Junio Matos/freelancer
28/02/2020 às 16:07

Fiscais do Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-AM) saíram a campo na tarde desta sexta-feira (28) para verificar eventuais abusos na comercialização de produtos como máscaras e gel, cuja procura em Manaus aumentou significativamente desde a confirmação do primeiro caso de pessoa infectada pelo novo coronavírus (Covid-19) em território brasileiro.

Muitas pessoas têm procurado máscaras e álcool em gel como forma de se proteger do contágio. O produto não esta disponível em todos os lugares e já esta com vendas limitadas em alguns estabelecimentos, que temem a falta do material.  



Na quarta-feira (26), equipe de A Crítica percorreu algumas drogarias e lojas e constatou, em uma delas, que as vendas das máscaras estão sendo limitadas devido à falta do material disponibilizado pelo fornecedor. 

Fiscalização em São Paulo

Conforme a Agência Brasil, o Procon de São Paulo fará um levantamento dos preços de máscara de proteção e álcool gel para verificar se os estabelecimentos da capital paulista estão cobrando valores abusivos por causa do surto de coronavírus.

O Procon-SP informou que serão verificados os preços cobrados neste mês por várias marcas dos dois produtos em 15  farmácias que cobrem as cinco regiões da capital paulista e compará-los com os preços vigentes em fevereiro de 2019.

A entidade também vai apurar qual a forma de comercialização da máscara de proteção e do álcool gel e se a quantidade para venda está sendo fracionada para que todos tenham acesso aos produtos.

Diante da demanda pelas máscaras e pelo álcool gel, os produtos já estão em falta em alguns estabelecimentos na capital paulista.

Orientações

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que as máscaras são eficazes se forem combinadas com lavagens frequentes das mãos. 

Para A Crítica,  o diretor de Assistência Médica da Fundação de Medicina Tropical (FMT), infectologista Antônio Magela, explicou que só o uso da máscara não protege do contágio do corona vírus e quem deve de fato usar o produto.  “A máscara deve ser usada, primeiramente, por quem está com sintomas respiratório, já que não protege dos transmissores assintomáticos. Ela, quando usada, deve ser  trocada e descartada adequadamente, pelo menos duas ou três vezes ao dia. É importante também o seu uso pelos profissionais de saúde” , ressaltou.

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