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Manaus
POLUIÇÃO

MPF sugere instalação de cercas para proteger Igarapé do Mindu da poluição

Trecho do igarapé no bairro Novo Aleixo, Zona Norte, é um dos mais críticos devido à grande quantidade de lixo despejado no leito 28/03/2018 às 06:47 - Atualizado em 28/03/2018 às 15:34
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Foto: Nelson Brilhante
Nelson Brilhante Manaus (AM)

O procurador do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF/AM) Leonardo Galiano visitou, nessa terça-feira (27), vários trechos do Corredor Ecológico do Igarapé do Mindu, área que ocupa metade dos 22 quilômetros de extensão do maior igarapé que corta Manaus.

Embora seja área municipal, a fiscalização federal tem uma justificativa: o financiamento acordado entre a Prefeitura de Manaus e a Caixa Econômica Federal (CEF) para tentar recuperar e preservar uma parte do leito do curso d’água.

“Foi firmado entre a Prefeitura de Manaus e o Ministério Público um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), prevendo diversas obrigações que precisam ser fiscalizadas. Algumas foram documentalmente comprovadas, outras precisam ser fiscalizadas in loco, que é o que a gente está fazendo agora, com órgãos ambientais e com o apoio da Polícia Federal”, justificou o procurador.

Entre as obrigações da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), há o plantio de 300 mudas de árvores regionais diferenciadas nas margens do igarapé e, posteriormente, mais duas mil em outros trechos.

“Devido à relevância biológica do córrego, é extremamente importante que essa área, na margem do igarapé, não seja afetada por intervenções humana. Para evitar invasão, é fundamental a instalação de grades de proteção, devido à imensa importância dessa área sensível de Manaus”, definiu Leonardo Galiano.

De acordo com a secretária adjunta da Semmas, Aldenira Queiroz, toda parceria para recuperar e preservar o igarapé é bem aceita.

“O trabalho faz parte de um processo no Ministério Público que deu origem ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) envolvendo vários órgãos inclusive do Estado porque é lá que é feito o licenciamento. A União entra com o financiamento, via Caixa Econômica e assim a gente monta uma grande parceria para tentar salvar esse nosso grande patrimônio ecológico”, relatou a secretária adjunta.

O trabalho da Semmas é de replantar, o da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) é recolher o lixo que é jogado no leito e o da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) o de criar alternativas que protejam e evitem a ocupação da margem.

A área visitada pelo procurador Leonardo Galiano fica próxima à ponte do bairro Novo Aleixo, Zona Norte de Manaus. É um dos trechos mais críticos do Igarapé do Mindu devido o alto nível de poluição por conta da grande quantidade de lixo despejada no leito.

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