Quarta-feira, 19 de Junho de 2019
POLO INDUSTRIAL

Produção de bicicletas em Manaus tem melhor trimestre desde 2015

De janeiro a março foram fabricadas 183.742 unidades, aumento de 15,8% na comparação com o mesmo período de 2018



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16/04/2019 às 10:31

As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM produziram no primeiro trimestre deste ano 183.742 unidades. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, esse volume representa o melhor resultado para os três primeiros meses do ano desde 2015, quando foram produzidas 189.335 bicicletas. Ainda segundo a entidade, na comparação com o mesmo período de 2018, a alta é de 15,8% (158.699 unidades).

Na avaliação de Cyro Gazola, vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, “o crescimento da produção no Polo Industrial de Manaus, no primeiro trimestre deste ano, deixa evidente o esforço das fabricantes para atender ao aumento da demanda por bicicletas nacionais, que vem ocorrendo em todas as regiões do País, onde os ciclistas buscam cada vez mais produtos com médio e alto valor agregado, tanto para a mobilidade urbana, como lazer e práticas esportivas. Este cenário, portanto, ratifica a projeção do Segmento de Bicicletas de elevar em 10,8% a produção em 2019, na comparação com a realizada no ano passado, que foi de 773.641 unidades.”

Os dados da Abraciclo mostram também que no resultado isolado de março, a fabricação de bicicletas somou 59.021 unidades, recuo de 2,7% na comparação com o mesmo mês de 2018 (60.682 unidades) e de 10,7% em relação a fevereiro (66.110 bicicletas). “É importante lembrar, no entanto, que devido ao Carnaval tivemos 19 dias úteis em março, dois a menos que no mesmo mês do ano passado e um a menos que em fevereiro”, destaca Gazola.

Importação e Exportação

Segundo dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat analisados pela Abraciclo, de janeiro a março deste ano foram importadas 14.148 bicicletas em todo o território nacional, redução de 55,4% ante as 31.730 unidades registradas no mesmo período do ano passado.

As bicicletas importadas no trimestre foram fabricadas principalmente na China (80,9%, com 11.449 unidades), seguida de Taiwan (8,8%, com 1.244 unidades) e de Portugal (5,2%, com 733 unidades).

Em março, a importação de bicicletas somou 4.174 unidades. A maioria veio da China (78,6% e 3.281 unidades), de Portugal (9,4% e 392 unidades) e de Taiwan (7,3% e 304 unidades).

Em relação às exportações, entre janeiro e março deste ano, foram embarcadas no Brasil, com destino a outros países 1.362 unidades, correspondendo a uma queda de 34,5% ante as 2.079 bicicletas exportadas no mesmo período de 2018. O Uruguai foi o principal destino (600 bicicletas e 44,1% do volume), seguido pelo Paraguai (365 unidades e 26,8%) e pelo Equador (240 e 17,6%).

Levando-se em consideração apenas o mês de março, o maior embarque de bicicletas fabricadas no Brasil foi para o Paraguai (365 unidades e 48,1% de participação), depois para o Equador (240 unidades e 31,6%) e para o Chile (128 unidades e 16,9%), também de acordo com os dados do portal Comex Stat analisados pela Abraciclo.

Categorias

A Mountain Bike liderou o ranking de bicicletas mais produzidas por categoria no PIM, no primeiro trimestre de 2019, com 56,8% de participação (104.330 unidades). Na sequência, ficaram a Urbana com 32,3% de participação (59.294 unidades), a Infanto-Juvenil com 9,3% (17.135 unidades), a Estrada com 1,1% (2.045 unidades) e a Elétrica com 0,5% de participação (938 unidades).

Essas posições foram mantidas no ranking de março com a produção de 32.033 unidades de Moutain Bike, alta de 23,1% ante as 26.015 bicicletas fabricadas em março de 2018, mas recuo de 21,9% em relação a fevereiro (41.003 unidades). A Urbana atingiu 18.411 unidades, queda de 27,7% na comparação com março do ano passado (25.456 unidades) e de 9,2% em relação a fevereiro (20.278 unidades).

A Infanto-Juvenil somou 7.707 unidades, volume 9,1% inferior ao registrado em março de 2018 (8.474 bicicletas), mas 97% maior na comparação com fevereiro (3.913 unidades). A Estrada totalizou 571 unidades, queda de 22,5% na comparação com março de 2018 (737 unidades) e de 21% em relação a fevereiro (723 bicicletas). A categoria Elétrica, que passou a ser incluída este ano no balanço mensal da Abraciclo, atingiu 299 unidades em março, alta de 54,9% ante fevereiro (193 unidades). 

Confira a seguir as características básicas das bicicletas de cada categoria:

Urbana/Recreacional – caracterizada pelas bicicletas projetadas para mobilidade urbana ou recreação fora da terra. Para isto, oferecem maior conforto, com posição de pedalar mais confortável, amortecimento frontal ou não, pneus slick (com banda lisa) e semi-slick (banda com cravos bem baixos ou desenhos), para-lamas ou não e luzes de segurança.

Mountain Bike (MTB) – bicicletas destinadas ao público adulto, geralmente com aros de 26 a 29 polegadas, quadros full-suspension e/ou amortecimento frontal. Ideais para o uso em trilhas e terrenos acidentados.

Estrada – bicicletas com aro de 700 milímetros, pneus estreitos slick e quadro e garfo sem amortecimento. Destinadas às modalidades de performance no asfalto.

Infanto-Juvenil – bicicletas destinadas ao público de oito a 15 anos, nas quais o tamanho do aro varia entre 20, 24 e 26 polegadas.

Elétrica – inclui bicicletas com aros de 20 até 29 polegadas, de uso urbano/recreacional e mountain bike (MTB), que atendem às determinações da Resolução nº 465/2013 do Conselho Nacional de Trânsito – Contran, a saber: potência máxima de 350 watts, funcionamento do motor somente quando o condutor pedala (tipo Pedelec), não dispõem de acelerador ou de qualquer outro dispositivo de variação manual de potência e têm velocidade máxima de 25 km/h, com corte do funcionamento do motor a partir desta aceleração.

Os volumes de bicicletas produzidos no PIM no primeiro trimestre foram distribuídos para comercialização nas seguintes regiões do País: Sudeste, com 54,6% das unidades; Sul, 16,8%; Norte, 11,3%; Nordeste, 11,2% e Centro-Oeste, 6,1%.

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