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Manaus
Na Zona Oeste

Brechó em escola estadual do AM vende produtos de sex shop a estudantes

Educadores ficaram assustados com próteses penianas, calcinhas comestíveis e algemas sendo vendidas a alunos 26/08/2016 às 21:50 - Atualizado em 27/08/2016 às 00:01
Rafael Seixas e Redação Manaus (AM)

Produtos sexuais destinados a maiores de 18 anos foram colocados à venda, nesta sexta-feira (26), na Escola Estadual Presidente Castelo Branco, localizada no bairro São Jorge, na Zona Oeste de Manaus. O colégio possui aproximadamente dois mil alunos com idades entre 14 e 17 anos. Os artigos de sex shop foram vendidos durante um brechó que ocupou a quadra de esportes da escola, onde estudam alunos do 1º, 2º e 3º ano.

Educadores do colégio ouvidos pela reportagem se disseram assustados com a autorização dada pela direção e afirmaram que não foram avisados da realização do brechó, que, segundo as fontes, teria sido uma iniciativa da “Coordenadoria 4 da Zona Oeste”, um departamento que representa a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A assessoria da Seduc, no entanto, afirmou que a solicitação do espaço foi feita por comunitários e que a liberação do espaço quando ocorrem pedidos por parte da comunidade é comum. 

“Fiquei embasbacada com essa situação. Nós trabalhamos com menores de idade. Como se coloca um sex shop com pênis de borracha e calcinha comestível dentro de uma escola”, indagou uma professora entrevistada por A CRÍTICA, que preferiu manter o anonimato.

“Minhas alunas contaram que passaram um creme na língua usado para fazer sexo oral. Elas estavam dizendo que pela primeira vez uma escola estimula adolescentes a praticar sexo. Ninguém sabe qual era o objetivo do brechó”, acrescentou, informando ainda que algumas estudantes chegaram a pegar o cartão da empresa de sex shop que estava participando do evento.

No polêmico stand estavam à venda próteses penianas, calcinhas comestíveis, algemas, gel lubrificante para sexo anal, bolinhas eróticas, lingeries, entre outros.

Por telefone, a assessoria de imprensa da Seduc informou que a quadra da escola foi cedida para um evento beneficente da comunidade e que em nenhum momento a organização do brechó comunicou que haveria um stand com produtos eróticos. Ao tomar conhecimento do ocorrido, a direção da unidade de ensino mandou retirar os produtos do local, mas alguns alunos já tinham tido acesso aos materiais.

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