Na Zona Oeste

Brechó em escola estadual do AM vende produtos de sex shop a estudantes

Educadores ficaram assustados com próteses penianas, calcinhas comestíveis e algemas sendo vendidas a alunos

Rafael Seixas e Redação
27/08/2016 às 01:50.
Atualizado em 12/03/2022 às 15:50

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Produtos sexuais destinados a maiores de 18 anos foram colocados à venda, nesta sexta-feira (26), na Escola Estadual Presidente Castelo Branco, localizada no bairro São Jorge, na Zona Oeste de Manaus. O colégio possui aproximadamente dois mil alunos com idades entre 14 e 17 anos. Os artigos de sex shop foram vendidos durante um brechó que ocupou a quadra de esportes da escola, onde estudam alunos do 1º, 2º e 3º ano.

Educadores do colégio ouvidos pela reportagem se disseram assustados com a autorização dada pela direção e afirmaram que não foram avisados da realização do brechó, que, segundo as fontes, teria sido uma iniciativa da “Coordenadoria 4 da Zona Oeste”, um departamento que representa a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A assessoria da Seduc, no entanto, afirmou que a solicitação do espaço foi feita por comunitários e que a liberação do espaço quando ocorrem pedidos por parte da comunidade é comum. 

“Fiquei embasbacada com essa situação. Nós trabalhamos com menores de idade. Como se coloca um sex shop com pênis de borracha e calcinha comestível dentro de uma escola”, indagou uma professora entrevistada por A CRÍTICA, que preferiu manter o anonimato.

“Minhas alunas contaram que passaram um creme na língua usado para fazer sexo oral. Elas estavam dizendo que pela primeira vez uma escola estimula adolescentes a praticar sexo. Ninguém sabe qual era o objetivo do brechó”, acrescentou, informando ainda que algumas estudantes chegaram a pegar o cartão da empresa de sex shop que estava participando do evento.

No polêmico stand estavam à venda próteses penianas, calcinhas comestíveis, algemas, gel lubrificante para sexo anal, bolinhas eróticas, lingeries, entre outros.

Por telefone, a assessoria de imprensa da Seduc informou que a quadra da escola foi cedida para um evento beneficente da comunidade e que em nenhum momento a organização do brechó comunicou que haveria um stand com produtos eróticos. Ao tomar conhecimento do ocorrido, a direção da unidade de ensino mandou retirar os produtos do local, mas alguns alunos já tinham tido acesso aos materiais.

alunas1234.JPG (Estudantes da Escola Estadual Presidente Castelo Branco fizeram vários registros com próteses penianas que estavam sendo vendidas no brechó. Fotos: Reprodução)

alunas_123.JPG (Estudantes da Escola Estadual Presidente Castelo Branco fizeram vários registros com próteses penianas que estavam sendo vendidas no brechó)

sex2.JPG (Estudantes da Escola Estadual Presidente Castelo Branco fizeram vários registros com próteses penianas que estavam sendo vendidas no brechó)

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