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Professor de engenharia da Ufam diz que pavimentação não segue procedimentos adequados

Chefe do laboratório de engenharia civil em pavimentação da Universidade Federal do Amazonas, Nilton Campelo comenta que o trabalho de pavimentação das ruas e avenidas de Manaus utilizam técnicas mais baratas que logo apresentam os problemas como o buracos e elevações no asfalto 03/03/2016 às 17:05
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Carros de pequeno porte ou baixos são os mais prejudicados
Isabelle Valois Manaus (AM)

Algumas ruas de Manaus que passaram pela operação “Tapa Buracos” apresentam ressalto enormes no asfalto, onde os carros pequenos e baixos tem dificuldades para passar, como é o caso em frente ao antigo clube dos Correios na avenida André Araújo, no sentido bairro, outro também é na alça superior do complexo viário Antônio Simões, na Ephigenio Sales, além de outros trechos de ruas e avenidas.

Mas, se houve tanto investimento na operação e a pavimentação foi concluída, por qual motivo ocorre o ressalto e a presença novamente dos buracos?

De acordo com o chefe do laboratório de engenharia civil em pavimentação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Nilton Campelo, o problema está em o serviço não seguir o procedimento das técnicas de pavimentação.

“Claro que se fosse feito de forma correta, haveria mais gastos, porém o processo levaria mais tempo para ser deteriorado. Acredito que não teríamos tantos buracos como aparecem nas vias de Manaus”, reforçou o engenheiro.

Campelo explicou que o correto seria antes de fazer a implantação do asfalto, os operários teriam que retirar toda a camada que houvesse o asfalto, o solo se por um caso estivesse molhado ou com lama, deveria ser retirado em formato geométrico até o chegar ao solo seco para dar início ao processo de pavimentação.

“No caso dos buracos feitos ao solo, seria necessário nivelar com barragem, e aí seguir com o processo de imprimação, que seria a cola e em seguida colocar as camadas de asfalto e utilizar o compactador para firmar todo o material, antes de liberar a via para utilização”, explicou.

Se o tapa buraco realmente passasse por este processo considerado o correto,  o engenheiro informou que acredita que seria possível ficar em média de 2 a 3 anos sem precisar realizar novamente o processo.

“Vale ressaltar que os recortes geométricos no solo deveriam ser feito conforme a panela (buraco na linguagem técnica), e por isso, acredito que haveria mais gastos, pois o preocesso realmente precisa de mais tempo e investimento, pois o buraco não poderia ser preenchido somente com asfalto, até por causa o solo, quando não é retirado o molhado ele vai descer, não está firme e por isso que ocorrem esses desnivelamento”, detalhou o especialista.

Pavimento com técnica mais barata

O chefe do laboratório de engenharia civil em pavimentação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Nilton Campelo,  comentou que infelizmente o trabalho de pavimentação das ruas e avenidas de Manaus utilizam técnicas mais baratas que logo apresentam os principais problemas, como o buraco e o ressalto enormes no asfalto.

O engenheiro comentou que no caso do tapa buraco apenas retiram uma parte do asfalto antigo para colocar um novo material. “Nos buracos eles não realizam a retirada da lama e muito menos do solo encharcado, e jogam só o asfalto para tapar o buraco daquela via”, comentou.

Outro problema que Nilton relacionou aos problemas foi a época apropriada para realizar a pavimentação. Período de chuva não deveria ser realizado o processo. “Vale ressaltar que a via só poderia ser liberada depois da repassada do compactador, e isso não feito. Logo, todo material gruda nas rodas dos carros”, disse.

Acompanhando de perto

A operação “Tapa Buracos” foi realizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e durante boa parte da operação, o prefeito de Manaus, Arthur Neto,  acompanhou o trabalho dos operários.

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