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Professor de ensino fundamental foi preso pela PF com vários vídeos de pornografia infantil

Segundo o delegado Fábio Pessoa, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante esta manhã em bairros como Petrópolis e São José 2 22/01/2015 às 17:00
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A ação, denominada 'Operação Darkness', apreendeu 'hard drives' com material ilegal
Kelly Melo Manaus (AM)

Um professor de ensino fundamental da rede pública estadual foi preso na manhã desta quinta-feira (22), pela Polícia Federal, com diversos vídeos pornográficos com imagens  de crianças e adolescentes, na Zona Leste. A prisão foi parte da operação Darkness, desencadeada pela Superintendência da PF em vários bairros da capital.

O delegado Fábio Pessoa, coordenador da operação, explicou que sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a manhã em bairros como Petrópolis,  Cidade Nova e São José 2. Ele também disse que os alvos vinham praticando os crimes nas redes sociais, desde 2011, e não descarta que alguns dos suspeitos participem de uma rede de pornografia na internet. “Cada mandado cumprido é um caso diferente, mas não descartamos a possibilidade de que alguns desses alvos participem de uma rede de exploração. Estamos investigando cada caso”, afirmou.

Pessoa também destacou que diversas mídias, como pendrives e HDs, foram apreendidas e que elas serão submetidas à pericias afim de identificar se algum conteúdo ilícito envolvendo adolescentes foi descartado. “Só na casa do professor encontramos um pendrive com mais de 40 vídeos pornográficos. Mas ainda não é possível afirmar se o conteúdo era de alunos dele ou  vídeos produzidos por outras pessoas e ele só armazenava”,  informou o delegado.

A Polícia Federal vai solicitar que Justiça Federal entre com o pedido de afastamento do professor dos quadros da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), até que o inquérito seja finalizado. A perícia deve ser concluída em até 90 dias.  Por ser um crime afiançável, o professor deverá pagar a fiança e será liberado.

Ao todo, cerca de 40 policiais federais participaram dos cumprimentos dos mandados de busca e apreensão. Segundo o delegado Franco Perazzone, adjunto da Superintendência, a operação foi batizada de Darkness, que na tradução significa escuridão, porque os suspeitos se valem da “escuridão” da internet para publicar conteúdos ilícitos na rede. “Eles acham que não serão atingidos e que vão fugir dos órgãos estatais que tem a incumbência de reprimir esse tipo de crime”, afirmou Perazzone.

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