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Professores anunciam protesto em frente a Arena da Amazônia na manhã desta quinta-feira (26)

Os movimentos Movit, Vem pra Rua pela Educação, Luta Educador e Professores Unificados participarão do protesto que deve reunir mais de 2 mil professores 25/03/2015 às 16:00
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O ato está previso para começar às 8h30
Lucas Jardim Manaus (AM)

Professores das redes públicas estadual e municipal de ensino farão uma manifestação para protestar por melhorias salariais e outras demandas da classe em frente à Arena da Amazônia na manhã desta quinta-feira (26).

Em razão do ato, previsto para ter início às 8h30, os representantes dos movimentos participantes anunciaram a paralisação das atividades letivas nesta quinta-feira. Segundo eles, cerca de 80% do efetivo de professores do Estado e do Município já manifestaram sua adesão.

"Vamos reivindicar o reajuste relativo à data-base da (Secretaria de Estado da Educação) Seduc, que foi dia 1º de março. Também vamos aproveitar a oportunidade para chamar a atenção para os reajustes da data-base da (Secretaria Municipal de Educação) Semed, que será no dia 1º de maio. Esses reajustes são de 20% em cima do salário dos docentes", disse Herbert Silva, do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação do Amazonas (Movit).

Além do Movit, os movimentos Vem pra Rua pela Educação, Luta Educador e Professores Unificados também participarão do protesto que, segundo Herbert, deve reunir mais de 2 mil professores na frente do estádio. Um ato similar já foi realizado no mesmo local no dia 30 de maio do ano passado e outro mais recente ocorreu em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) em 25 de fevereiro deste ano.

"Vamos para a Arena porque queremos mostrar ao Governo e à Prefeitura que merecemos respeito e merecemos ser ouvidos. Temos vários protocolos provando nossas tentativas prévias de diálogo e chegaremos lá com a certeza de que, se há alguém intransigente nessa demanda, é o Governo, não os professores. O que nós queremos é diálogo", explicou Herbert.

Fundeb

Os professores também querem explicações sobre o uso das verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb), cujos repasses, segundo Herbert, só aumentaram nos últimos anos para o Amazonas, sem que isso refletisse em melhorias para a classe.

"No primeiro repasse depois da criação da lei, que ocorreu em 2007, o Estado recebeu cerca de R$ 400 mi. O repasse mais recente, em 2014, foi da monta de R$ 1,3 bi. Isso representou um aumento de 226%. Do valor repassado, 60% tem que ser empregado para pagamento de professores. Isso está na lei e, entre 2007 e 2014, o salário dos professores subiu apenas 50,4%. Isso já mostra uma discrepância sobre a destinação desses repasses", explicou Herbert.

Além disso, o professor menciona especificamente a situação de 2014, em que a Seduc não conseguiu justificar os gastos do fundo. "Caso a folha de pagamento não chegue nos 60% requeridos por lei, o restante do dinheiro é rateado igualmente entre os professores. Essa 'cota' foi de R$ 380 em 2011, R$ 460 em 2012, e R$ 1.739 em 2013. Em 2014, o responsável pela pasta, Rossieli Silva, disse ter gasto 63% em salários de professores. Até aí, tudo bem, pois se passou de 60%, não temos direito ao rateio, porém o reajuste de 2013 para 2014 foi menor que o de 2012 para 2013, então não faria sentido o gasto do governo ter sido tão grande assim de repente. Além disso, pedimos que ele explicasse para onde foi a verba e ele não conseguiu justificar o emprego dela", relatou o magistrado.

Planos de Educação

Herbert também quer que o movimento chame a atenção da população para a necessidade da elaboração dos Planos Estadual e Municipal de Educação, cujo prazo para aprovação termina em 25 de junho de 2015. "Até agora, nada foi feito para que esse plano fosse elaborado, nem a população ou a classe foram ouvidos, coisa que a lei nacional exige que seja feita", disse Herbert. Manaus passa pelo mesmo problema em relação ao Plano de Mobilidade Urbana.

"O Amazonas é um dos Estados que menos têm municípios com planos de educação. Manaus, que é capital, nunca teve um, e 75% das cidades do interior também não têm. Só Roraima tem uma situação pior nesse sentido", concluiu o professor.

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