Domingo, 19 de Maio de 2019
CONCURSADOS

Professores aprovados em concurso da Semed protestam contra temporários

Segundo eles, vagas abertas e ocupadas por servidores temporários poderiam ser usadas pelos concursados do certame de 2018



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Foto: Yasmin Feitosa
15/01/2019 às 14:20

Dezenas de professores aprovados num concurso para vagas de cadastro reserva da Secretaria Municipal de Educação (Semed) protestaram na manhã desta terça-feira (15), em frente à sede da Prefeitura de Manaus, contra a adesão de 1300 profissionais temporários na rede pública municipal. Segundo os manifestantes, as vagas ocupadas pelos temporários seriam suficientes para chamar todos os aprovados e que estão na fila de espera do certame. O concurso foi realizado em janeiro do ano passado.

“No total somos 5.400 e a Semed já convocou os 400 aprovados conforme determinado no edital do concurso. Entretanto, nossa reivindicação é por conta do nosso direito assegurado por lei (Lei nº 1415/10) que obriga o poder executivo nos convocar em caso de novas vagas ao invés de contratar temporários”, disse um dos líderes da comissão dos concursados, Tiago Ayub, que ainda alega que os 1300 temporários atuam muitas das vezes com carga dobrada, ocupando a vaga que poderia ser de dois concursados.

“Se multiplicarmos os 1300 cargos temporários por dois, temos 2.600 vagas que poderiam estar sendo ocupadas por nós. O que manifestamos é justamente isto, a manutenção dos temporários e a não convocação dos cadastros reservas”, completou Ayub, ao destacar a carga dobrada dos profissionais temporários.

Durante o protesto dos concursados, na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste, um grupo que representa a liderança da comissão chegou a conversar com o coordenador de gabinete do prefeito Arthur Neto (PSDB). Segundo eles, a coordenadoria alega que a Semed repassou a situação para a Câmara Municipal de Manaus (CMM), que deve aprovar um projeto de lei convocando novos profissionais.

“Eles não têm fundamentações concretas e estão camuflando os contratos que são promessas de campanha de políticos que estão envolvidos na rede municipal de ensino. Não precisamos de projeto de lei da Câmara para sermos chamados, pois isto já é uma determinação legal”, disse Rildo Pantoja, que ainda afirma que a comissão levará o caso para o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) ainda nesta semana.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Semed, que informou que a secretaria tinha apenas o compromisso de chamar os 400 primeiros aprovados no concurso, conforme o edital. A secretaria também ficou de repassar uma nota de esclarecimento, que até o fechamento desta reportagem não foi recebida.


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