Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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Professores da rede estadual entram em greve a partir de segunda-feira (15)

Categoria deliberou a paralisação em assembleia na tarde desta terça-feira (9). Grupo de estudantes protestou contra a decisão


09/04/2019 às 17:49

Os mais de 300 professores que participaram da assembleia geral organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), na tarde desta terça-feira (9), decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (15). A Assembleia aconteceu na quadra do Rio Negro Clube, no Centro de Manaus

O grupo, de acordo com a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, vai organizar o ato de forma legal para que a greve seja iniciada na próxima semana. "O próximo passo é fazer tudo conforme a lei, avisar os pais. A partir de hoje estamos em estado de greve, mas até lá estamos abertos a negociação. Só o governador pode mudar essa decisão, caso aceitem as nossas condições de 15% de reajustes", afirmou.

Os profissionais associados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) reivindicam 15% de reajuste salarial na campanha da data-base 2019, enquanto o Governo do Estado oferece 3,93%.

Protesto de estudantes

Um grupo de estudantes fez um protesto contra a greve dos professores, na tarde desta terça-feira (9), durante a assembleia geral da categoria.

Os cerca de 20 estudantes, que fazem parte de uma comunidade da Zona Leste da capital, entraram no local, antes da deliberação pela paralisação, com megafone falando que não aceitavam a greve. "A gente não aceita isso. Nós sabemos a nossa realidade e não queremos ficar sem aula", disse um dos representantes do grupo, Luan Patrono, líder comunitário representante do Grêmio Estudantil do Mutirão.


Protesto de alunos causou confusão durante a assembleia. Foto: Junio Matos

O manifesto gerou confusão no local, pois alguns professores alegaram que o grupo isolado foi plantado para gerar o conflito e atrapalhar as pautas da reivindicação. Assim como os trabalhadores da educação, outros representantes estudantis se posicionaram contrários ao ato isolado.

"A gente é a favor da greve junto com os professores, pois é uma vergonha o que estão oferecendo", disse Lucas Pinheiro, presidente da União Estadual dos Estudantes do Amazonas (UEE).

Aberto ao diálogo

O Governo do Amazonas afirmou em nota que tem se mantido aberto ao diálogo com os representantes das categorias para apresentar as propostas e possibilidades do Estado em relação às reivindicações dos trabalhadores da educação.

"Desde que iniciou o diálogo com as categorias, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM), as pautas apresentadas têm sido analisadas e poderão ser atendidas em curto, médio e longo prazo, conforme acertado em quatro reuniões com o Sindicato do dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam). Além disso, o Governo já garantiu a reposição salarial de 3,93%  e apresentou a proposta de pagamento das progressões horizontais por tempo de serviço,  garantindo mais 2% de reajuste para 22 mil profissionais da educação", diz o Executivo no comunicado.

"Houve ainda a proposta de pagamento das progressões verticais por qualificação que podem representar ganhos de 12%, 50% e 55%. As duas propostas foram apresentadas como uma alternativa para garantir ganhos reais aos servidores da educação nesse momento em que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede a oferta de percentuais maiores na data-base", finaliza.

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