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Manaus
GREVE

Professores da rede pública de ensino paralisam as atividades no Amazonas

Eles são contra a reforma do ensino médio, reforma da previdência e a lei que proíbe a discussão sobre gênero nas escolas 15/03/2017 às 05:00
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A expectativa dos representantes da categoria é que a adesão seja superior aos atos anteriores. Foto: Arquivo (A Crítica)
Alík Menezes Manaus

Alinhados com movimento nacional, profissionais do sistema público de educação do Amazonas paralisam os trabalhos nesta quarta-feira (15), em protesto contra a reforma do ensino médio, reforma da previdência e a lei que proíbe a discussão sobre gênero nas escolas, além de outras pautas. A expectativa dos representantes da categoria é que a adesão seja superior aos atos anteriores. 

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), Marcus Libório, a proposta é que os professores não lecionem hoje, mas aproveitem a oportunidade para promover o diálogo com alunos e pais sobre os principais problemas da categoria no Brasil e no Amazonas e pautas como o cumprimento da data base dos servidores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). “É um momento muito oportuno para chamar a comunidade para esse debate. Vamos lutar pelos nossos direitos. Não podemos admitir retrocesso”, disse. 

Libório explicou as reuniões iniciarão pela manhã e que no fim da tarde haverá um ato público, às 15h, na Praça do Congresso, em frente ao Instituto de Educação do Amazonas (IEA), no Centro, com representantes da categoria, centrais sindicais e profissionais da educação. 

De acordo com o coordenador da Associação Movimentos de Luta dos Professores de Manaus (Asprom,  Jamisson Maia, a determinação da associação é que os professores nem apareçam nas escolas. “Esperamos uma boa participação, pois além de ser uma paralisação nacional, ainda temos a questão estadual do congelamento salarial dos professores que estão bastante insatisfeitos com essa situação”, disse. 

Para a professora de biologia Megara Barbosa da Silva, não há na história nenhuma vitória de categoria de trabalhadores sem o envolvimento massivo da classe. “A categoria precisa se unir para que possamos conquistar nossos direito”, disse a professora. 

Megara disse que não irá trabalhar hoje e incentivou outros colegas a se envolverem mais nas causas da categoria. Ela afirmou que a categoria enfraquece sem o apoio da maioria e que a minoria é “punida” pela falta de união. “Não são todos que aderem aos movimentos e os que saem em defesa de nossos direitos acabam sendo punidos pela falta de união porque eles ficam marcados. Nós precisamos nos unir para garantir nossos direitos como o nosso reajuste, que está congelado há três anos”, disse. 
 

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