Publicidade
Manaus
PROPOSTA

Professores decidem rejeitar proposta de 14,57% de reajuste oferecido pelo governo

Em greve oficial há quatro dias pelo Sinteam, a categoria exigia até então 35% de reajuste. 29/03/2018 às 12:20 - Atualizado em 29/03/2018 às 17:03
Show 99
Foto: Euzivaldo Queiroz
acritica.com Manaus (AM)

Os professores da rede estadual de ensino do Amazonas, que estão em greve oficial há quatro dias, decidiram na manhã desta quinta-feira (29), em Manaus, rejeitar a proposta de 14,57% de reajuste salarial oferecida pelo Governo do Amazonas. A categoria exigia até então 35% nos salários.

A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Marcus Libório. Segundo ele, os professores devem se reunir neste sábado (30) para fazer estudos com objetivo de definir uma nova contraproposta ao governo.

Após os estudos no sábado (30), a contraproposta deve ser apresentada à categoria dos professores em uma assembleia geral na próxima segunda-feira (2). O resultado da assembleia vai ser enviado ao Governo do Amazonas.

Até a definição de contraproposta, segundo Libório, os professores continuam em greve, com 80% das escolas do interior paralisadas e 98% na capital. O Sinteam não informou a quantidade de professores que aderiram ao movimento grevista.

Proposta de 14,57%

A proposta de reajuste de 14,57% foi oferecida pelo Governo do Amazonas em reunião com representantes do Sinteam e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) na manhã de ontem (28). Conforme a proposta, 4,57% seriam pagos imediatamente e os 10% restantes seriam escalonados ao longo do ano, até dezembro, de acordo com a arrecadação do Estado e para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Além do reajuste, o governo ofereceu pagar um abono de um salário, de acordo com a carga horária, em quatro parcelas – julho, agosto, outubro e dezembro.

Outros pontos

Na reunião do Sinteam e da Seduc de ontem, os professores exigiram reajuste do vale-alimentação de R$ 220 para R$ 600 e equiparar com o mesmo valor concedido para os servidores da Polícia Militar. O Governo do Estado, no entanto, propõe reajustar para R$ 420 a todos os trabalhadores da Seduc.

Os demais pontos de pauta avançaram nas negociações anteriores: plano de saúde mantido, vale transporte integral, sem o desconto de 6% no contracheque, reajuste do auxílio localidade de R$ 30 para R$ 200 até R$ 1mil, progressões horizontais e verticais e revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração.

*Colaborou o repórter Alik Menezes

Publicidade
Publicidade