Terça-feira, 21 de Maio de 2019
PROFESSORES

Professores do AM decidem não se reunir com Governo para negociar reajuste

Segundo o sindicato Sinteam, a categoria desistiu do encontro e agendou nova assembleia geral de indicativo de greve para terça (9). Eles pedem reajuste salarial de 15%, mas o Governo oferece 3,93%



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Foto: Arquivo A Crítica
03/04/2019 às 12:02

A categoria dos professores, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), decidiu que não vai mais se reunir com o Governo nesta sexta-feira (5) para negociar reajuste salarial de 15%. A reunião da categoria com o governador em exercício, Carlos Almeida Filho, foi agendada ontem após protesto dos professores. Agora, ao invés do encontro, os docentes marcaram uma assembleia geral de indicativo de greve na próxima terça (9), às 16h30, em local a ser definido. O Estado vem oferecendo reajuste de 3,93%.

Segundo a diretoria do Sinteam, a assembleia deverá acontecer tanto em Manaus quanto nas cidades do interior. Caso a reivindicação de reajuste salarial de 15% – ou pelo menos bem acima dos 3,98% oferecido – não seja atendida pelo Governo do Estado, os professores devem decretar greve geral a partir do dia 14 de abril.

De acordo com a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, os professores não foram recebidos ontem pelo vice-governador, Carlos Almeida, na sede do Governo do Estado, na avenida Brasil, bairro Compensa, onde, em frente ao local, cerca de 1 mil professores protestaram com cartazes e gritos de ordem.

“O vice-governador não nos recebeu com a justificativa de que precisava resolver uma questão no município de Lábrea. Fomos recebidos pelo subsecretario da Casa Civil, Rodrigo Cavalcante, e pelo chefe da Casa Militar, coronel Fabiano Bó, que durante duas horas só repetiram as propostas que já ouvimos diversas vezes, sem nenhum avanço, o que nos entristeceu muito”, disse.

Segundo Ana Cristina Rodrigues, não são os trabalhadores da educação que estão “inchando” a folha de pagamento do Estado. “Não tem como porque os nossos salários são medianos”, concluiu.

Ainda ontem o titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Luiz Castro, disse, durante coletiva de imprensa, que por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal o governo não teria como ofertar um reajuste além dos 3,98%. “Os professores merecem ganhar muito mais do que ganham, claro. O reajuste não pode ser maior que o ofertado não por falta de vontade política e sim por conta de um empecilho jurídico, e isso está além da secretária e do próprio governo”, disse na ocasião.


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