Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
REDE MUNICIPAL

Professores do município devem paralisar atividades por transparência sobre Fundeb

Movimentos da categoria organizam na próxima sexta-feira (22), a realização de um ato em frente à Prefeitura de Manaus, na Zona Oeste



show_prefeitura.jpg (Foto: Arquivo/AC)
19/09/2017 às 11:22

Para pedir transparência sobre no emprego das verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb), professores e pedagogos da rede municipal de ensino pretendem parar as atividades na próxima sexta-feira (22). Movimentos da categoria organizam, no mesmo dia, a realização de um ato em frente à Prefeitura de Manaus, na Zona Oeste.

No último dia 12, 1.800 professores e pedagogos da rede municipal de ensino, segundo a organização, estiveram em frente à sede da Secretaria Municipal de Educação (Semed) localizada na zona centro-sul de Manaus, para pedir transparência, além de cobrar da Prefeitura de Manaus o repasse imediato para os professores e pedagogos dos valores que não foram aplicados pelo Fundeb.

“É preciso que tenha essa transparência, para saber de que forma o dinheiro público foi gasto. Estivemos no ato, em 1800 pessoas. A unificação dessa categoria não vai parar. Vamos estar lá na frente, já convidamos o prefeito, para dar esclarecimentos sobre o recurso e sobre essa questão do rateio para os professores”, afirmou o professor Bibiano Garcia, acrescentando que a Semed disse que prestará os devidos esclarecimentos no prazo de 30 dias.

A programação para o dia 22, inclui uma aula de cidadania, às 7h, e um seminário para discutir o Fundeb e a data base da categoria, pela parte da tarde. “Só vamos sair quando o prefeito receber a gente, e podermos fazer esse debate face a face”, afirmou um dos coordenadores do movimento, professor Jonas Araújo.

Ainda segundo Araújo, serão acrescentados à pauta de reivindicações a questão da estrutura das escolas e a falta de segurança das unidades.

Recursos

O professor rebateu as críticas feitas, ontem, pelo prefeito Artur Neto (PSDB) sobre a mobilização dos professores. “Nós somos movimentos de professores, essa mobilização está sendo feita a partir da articulação de professores dentro das escolas. São professores que estão dentro das salas de aula e percebem os problemas latentes, tem que lidar isso cotidianamente. Já questionamos o repasse desde que a lei foi criada”, explicou Araújo.

“Este é um fundo para apoiar as políticas educacionais e temos utilizado ele no limite para os salários de professores. Em 2015 foi utilizado 90%, 2016 foi 98% e 2017 tivemos uma diferença do Fundeb, em função dessa diferença o prefeito resolveu pagar as progressões e vamos chegar utilizar 82% do incorporando a diferença; e os outros 18% vamos continuar melhorando a infraestrutura”, justificou.

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