Terça-feira, 21 de Maio de 2019
ENSINO SUPERIOR

Professores da Ufam aderem à greve geral contra cortes na educação nesta quarta (15)

Atos vão acontecer nos seis campi do Amazonas. Em Manaus, programação terá manifestação às 7h na entrada da Ufam e concentração às 15h na Praça da Saudade



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Foto: Divulgação
14/05/2019 às 12:08

Professores, alunos e técnicos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aderiram à greve geral da educação que acontece em todo o Brasil nesta quarta-feira (15). O movimento acontece em protesto aos cortes na educação anunciados pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Os atos vão acontecer nos seis campi do Estado.

Em Manaus, a programação inicia às 7h na entrada do campus, na avenida Rodrigo Otávio, e segue pela tarde, às 15h, na Praça da Saudade, Centro. Nesta última, estudantes de universidade públicas e professores municipais vão reforçar o protesto.

De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), Marcelo Vallina, os cortes financeiros na Ufam significam 21,46% de custeio. Ele explica que os cortes de Bolsonaro, anunciados para o próximo semestre, podem atingir diretamente espaços como o restaurante universitário, assistência estudantil e segurança patrimonial, além de pesquisas de laboratório.

“A gente quer mostrar para a sociedade qual o nosso posicionamento. É necessário que a sociedade compreenda que a falta de financiamento para a educação pública não só atrapalha como inviabiliza o ensino superior. Essa falta de financiamento fará com que a produção de conhecimento fique muito prejudicada. Um país que quer crescer precisa criar empregos de qualidade, recursos humanos bem capacitados, e isso inviabiliza, aumentando pouco a pouco os problemas da sociedade”.

A estudante de História e integrante do Comando de Greve dos Estudantes, Fernanda Fernandes, explicou que a articulação dos professores envolve ainda os alunos da Ufam, UEA e Ifam, que vão participar da manifestação na Praça da Saudade.

“Já existe um projeto na universidade para mostrar à sociedade os trabalhos que estamos realizando. Nós vamos amplificar isso pro dia 15, levando banners, cartazes e materiais de pesquisa para defender as nossas bolsas. Queremos mostrar a importância delas para a população, pois recebemos apenas R$ 400 e sem isso fica difícil executar qualquer trabalho”.

O representante dos professores da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Jonas Araújo, disse que a greve geral terá o apoio dos trabalhadores, visto que os cortes também atingem a educação básica. Ele explica que professores da rede municipal estarão vestidos de preto nesta quarta-feira para explicar aos pais e responsáveis os impactos dos cortes.

“O governo resolveu fazer corte na EJA, educação infantil e creches na compra de livros. Como nós professores da educação básica vamos conseguir fazer aula de qualidade sem a estrutura para essa educação?”.

Interior

No interior, as articulações incluem outros 5 campi da Ufam:

Humaitá – 16h (Rotatória Principal)

Parintins – 16h (Bumbódromo)

Benjamin Constant – 9h (Instituto e Natureza e Cultura da Ufam)

Coari – 16h (Instituto de Saúde e Biotecnologia da Ufam)

Itacoatiara – 7h30 (Bosque das Seringueiras)

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Repórter de A Crítica

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