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Manaus
GREVE

Professores em greve farão ‘aulão’ na Zona Leste e recomendam protetor solar e água

Objetivo da aula pública marcada para a manhã desta terça-feira (27) é explicar o movimento grevista à sociedade. Professores do Sinteam fizeram reunião no Largo São Sebastião nesta segunda (26) 26/03/2018 às 19:41 - Atualizado em 26/03/2018 às 19:47
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Professores ligados ao Sinteam realizaram reunião no Largo São Sebastião para a divulgação das atividades do movimento grevista. Foto: Antônio Lima
Vitor Gavirati Manaus (AM)

Professores da rede estadual de ensino do comando grevista da Zona Leste de Manaus vão realizar um "aulão público" na Bola do Produtor na manhã desta terça-feira (27) para explicar o movimento grevista à sociedade. Nesta segunda-feira (26), às 13h, a greve do professores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) iniciou oficialmente.

Segundo o professor Jonas Araújo, um dos organizadores do “aulão”, a atividade pode ser definida como uma “aula de cidadania”. A concentração para a atividade, na rotatória que fica em frente à Feira do Produtor, na Zona Leste de Manaus, inicia às 7h.

“O aulão é na perspectiva de explicar para a sociedade porque os professores estão em greve. O que é greve, como a classe trabalhadora se organiza para garantir seus direitos e as perdas salariais que os professores tiveram nos últimos quatro anos são algumas das questões que vamos colocar. Vamos explicar a importância da organização dos trabalhadores frente aos direitos que são básicos e, inclusive, ensinar como os alunos podem questionar a falta de estrutura nas escolas”, explica o Jonas.

Para encerrar a greve, os professores exigem reajuste salarial de 30% e mais 5% real de salário, totalizando um índice de 35%. Além disso, a categoria busca manutenção do plano de saúde, que foi cortado para parte deles, e vale alimentação.

De acordo com o professor Jonas, alunos das escolas da Zona Leste vão levar cartazes e a aula deve ser interativa e dinâmica, contando com a participação de quem marcar presença no ato. “Também temos como ideia, a partir dos alunos que participarem do aulão, organizar atividades que envolvam toda a comunidade escolar”, conta Jonas.

Como a aula irá acontecer em um espaço aberto, a recomendação do comando grevista é para que as pessoas que forem na aula levem sombrinhas, bonés, protetor solar e água para que possam se proteger do sol e se refrescar.

Panfletagens e passeata pela cidade

Panfletagens em diversos pontos da cidade e uma passeata pelo Centro com destino ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no bairro Aparecida, Zona Sul, são outras atividades que compõem a agenda do movimento grevista encabeçado pelos professores da rede estadual de ensino, em Manaus, para esta terça-feira (27).

Os professores ligados ao Sinteam realizaram, no final da tarde desta segunda-feira (26), uma reunião no Largo São Sebastião, Centro de Manaus. O objetivo, segundo o comando de greve, era passar a agenda dos Comandos zonais, instalados nas zonas geográficas de Manaus.

O Terminal de Ônibus 5, na Zona Leste, a Praça da Igreja São Bento, e as escolas da capital serão alguns dos pontos de panfletagem dos professores em greve ao longo desta terça-feira. A passeata pelo Centro, que inicia no Largo São Sebastião, acontece no final da tarde e deve terminar com uma panfletagem em frente ao Santuário de Nossa Senhora de Aparecida.

Ato na sede do Governo

Para a quarta-feira (27), às 15h, está prevista uma nova manifestação em frente à sede do Governo do Estado, no bairro Compensa. A expectativa da direção do Sinteam é que 3 mil professores participem do ato.

Apesar de a greve do Sinteam ter começado oficialmente na tarde desta segunda-feira, há duas semanas, os professores da rede estadual de ensino do Amazonas vêm promovendo paralisações e atos de protesto em escolas de Manaus e do interior do Estado.

Diante das manifestações dos professores, o Governo do Estado se propõe a pagar a data base de 2017 no percentual de 4,57%, o que foi rechaçado pela categoria. Também foi oferecido aumento em R$ 200 do vale-alimentação dos docentes em sala de aula, totalizando R$ 420; promoções verticais de 3.516 professores que concluíram títulos de graduação; extinção da taxa de 6% do vale-transporte; auxílio localidade de R$ 30 para R$ 200, e até R$ 1 mil dependendo da distância em casos de professores que trabalham em interiores.

O Sinteam protocolou um novo pedido para negociação junto à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), mas até o final da tarde o sindicato não havia recebido resposta.

Além de Manaus, segundo o Sinteam, em outros 26 municípios do interior do Amazonas há comandos de greve instalados.

Asprom/Sindical continua em greve apesar de liminar que determina suspensão

Em paralelo ao movimento grevista do Sinteam, que é o sindicato que responde legalmente pela categoria dos professores, outra entidade lidera também um movimento grevista em Manaus e em cidades do interior do Estado. É o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical), que mobilizou cerca de 12 mil professores nas ruas da capital na última quinta-feira (22) na deflagração da greve.

Na última sexta (23), com cerca de 70% das escolas estaduais paradas, o Governo do Estado conseguiu por meio de uma ação judicial a suspensão da greve liderada pela Asprom, sob multa de R$ 20 mil por dia, limitados a R$ 400 mil, em caso de descumprimento. A decisão, tomada pela desembargadora Socorro Guedes, entendeu que a Asprom não possuía legitimidade para representar os docentes, já que se limitava a atuar em Manaus, e também porque a desembargadora considerava a educação um “serviço público essencial".

Em assembleia nesta segunda-feira (26), os profissionais ligados à Asprom/Sindical decidiram continuar em greve mesmo com a liminar que determina a suspensão da greve estando em vigência. A Asprom/Sindical promete recorrer da decisão judicial.

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