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Manaus
PLANO DE SAÚDE

Professores estaduais do Amazonas cobram retomada de atendimento em plano de saúde

Serviço foi suspenso porque, segundo a companhia, não houve pagamento por parte da Seduc. Entidades sindicais querem resposta e solução do problema 28/12/2018 às 12:31 - Atualizado em 28/12/2018 às 12:36
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Foto: Divulgação/Sinteam
acritica.com Manaus (AM)

Professores e demais funcionários da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) estão sem atendimento de plano de saúde. A companhia responsável pelo serviço, a Hapvida, alega falta de pagamento por parte da secretaria, segundo informações repassadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam). A entidade sindical cobra uma resposta e a retomada do atendimento.

“Estivemos na Seduc no dia 8 (de dezembro) porque o atendimento estava suspenso. Nos prometeram resolver no dia 10. Disseram que fariam o pagamento e, na semana passada, suspendeu de novo. Só vamos sair daqui com uma resposta concreta”, disse Ana Cristina Rodrigues, presidente do Sinteam, na sede da Seduc na manhã de hoje.

O professor Antonio Carlos Moraes, que mora em Eirunepé, mas faz tratamento em Manaus, é um dos prejudicados com a suspensão do plano. Ele está acamado e depende de exames para continuar os procedimentos. “Além do baque psicológico, tem o prejuízo material. Ninguém vai arcar com prejuízo do servidor”, reforçou Ana Cristina.

A professora Aldineia Duarte, 54, é outra prejudicada pela suspensão do plano de saúde. Ela é paciente renal e está desesperada porque precisa fazer uma hemodiálise. Segundo o Sinteam, ela já procurou a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), mas não conseguiu atendimento.

Seduc e Sefaz

A administração da Seduc joga a responsabilidade do problema do pagamento do plano para cima da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). De acordo com o Sinteam, a pasta informou que o secretário Gedeão Amorim foi até a sede da Sefaz para tentar resolver a situação.

Questionada pela reportagem sobre o assunto, a Seduc informou que a nota enviada na última quarta-feira (26) continua valendo, ou seja, “esclarece que não há pendências de pagamento à operadora de saúde e já acionou a empresa para que retome os atendimentos aos servidores”.

Asprom

Outra entidade defensora dos professores, o Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), convocou os profissionais da educação para um “ato público de urgência” em frente à Seduc a partir das 14h desta sexta-feira (28).

“Nós buscamos contato com a representante do Hapvida Regiane Castro que nos deu uma justificativa que não corresponde à realidade. Ela nos disse que somente as pessoas que estavam inadimplentes com a empresa, mesmo que fosse um único mês, tiveram o plano suspenso até que houvesse regularização da dívida junto ao Hapvida, e disse que existe 70% de inadimplência, e que principalmente estavam suspensos e bloqueados os serviços de titulares que possuem dependentes”, informou a Diretoria da Asprom em nota.

A Asprom defende que “se o plano de saúde acabar, o ano letivo de 2019 não vai iniciar”. “No meio disso tudo estamos sendo tratados com imenso desrespeito e descaso. Estamos revoltados e indignados e nos sentindo humilhados e constrangidos, inclusive gente vindo do interior e voltando sem atendimento”, escreveu a entidade.

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