Segunda-feira, 20 de Maio de 2019
REAJUSTE

Professores estaduais paralisam atividades e fazem ato por reajuste na sede do governo

Eles prometem fechar a avenida Brasil se não forem atendidos pelo governador Wilson Lima. Segundo eles, 50% das escolas do Amazonas aderiram à paralisação



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Foto: Suelen Gonçalves
28/03/2019 às 10:19

Os professores da rede estadual de ensino do Amazonas iniciaram na manhã desta quinta-feira (28), em Manaus, uma paralisação de advertência por reajuste de salários em frente à sede do Governo do Estado, na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste. Os professores prometem fechar a via no sentido Centro/bairro se não forem atendidos pelo governador Wilson Lima. A estimativa deles é que 50% das escolas do Amazonas estejam paradas.

Membro da coordenação da Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), Antônio Lima disse que a categoria pede 15% de reajuste de salários, mas a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) ofertou apenas 3,98%. “A categoria quer os 4% da inflação e 10% de ganho real, mas o secretário Luiz Castro disse que não tem como dar porque o governo já chegou no limite de gastos e não tem dinheiro”, explica Lima.

A professora Ana Rosa Mendonça leciona matemática para o Ensino Fundamental em uma escola na Zona Norte da cidade. Para ela, a Seduc não está preocupada com os professores. “O secretário era ótimo enquanto deputado, agora só sabe chorar e superfaturar. Tenho 17 anos de sala de aula e me sinto desvalorizada”, reclama.

Por volta das 9h30, um grupo da coordenação da Asprom Sindical entrou na sede na governo para reunir com representantes da Casa Militar, conforme Antônio Lima. Até a publicação desta reportagem os representantes dos professores e do governo continuavam reunidos.  

Assembleia

Ontem, outra entidade representativa dos professores, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), fez uma assembleia geral da categoria e também rejeitou a proposta de 4% de reajuste oferecida pela Seduc e manteve a exigência de 15%.

A assembleia também aprovou paralisar as atividades na próxima terça-feira (2) caso não haja uma resposta positiva até segunda (1). Além dos 15% de aumento, o sindicato reivindica atendimento para os trabalhadores no interior em contrato entre a Seduc e Hapvida; ampliação do atendimento da Hapvida para aposentados; segurança nas escolas das redes estadual e municipal; cobrança de valores e aprovação do auxílio-localidade; auxílio alimentação por turno; auxílio transporte para todos sem o desconto de 6%; enquadramento horizontal automático com redução de 4 para 3 anos e enquadramento vertical imediato.

O Sinteam informou ainda que os professores de Eirunepé, Parintins e Humaitá também rejeitaram a proposta do governo e que até sexta (29) outros municípios também realizariam reunião para discutir a data-base.

O sindicato também comunicou que a pauta de reivindicações sobre os professores da rede municipal de Manaus seria enviada para a Secretaria Municipal de Educação (Semed) da Prefeitura de Manaus. Segundo o Sinteam, a data-base da rede municipal vence no dia 1° de maio. Eles também pedem reajuste de 15%, cumprimento do HTP, aumento do vale-alimentação, pagamento imediato da carga dobrada, enquadramento imediato, entre outras reivindicações.

Outro lado

Em nota, a assessoria de imprensa da Seduc disse que "tem se mantido aberta ao diálogo com as representantes das categorias para apresentar as propostas e possibilidades do Governo do Amazonas em relação às reivindicações dos trabalhadores da educação do estado".

O órgão informou ainda que "as pautas das categorias apresentadas à secretaria ainda não se encerraram com as garantias firmadas da reposição e as progressões horizontais e verticais e que todas ekas estão sendo analisadas e poderão ser atendidas em prazos de curto, médio e longo prazo, conforme já foi colocado aos representantes das categorias que participaram consecutivamente de três reuniões com o secretário de Estado de Educação, Luiz Castro".

Escolas

A Seduc informou ainda que registrou na manhã desta quinta-feira (28) a paralisação de 15 escolas da rede estadual de ensino na cidade de Manaus. Para que os alunos não sejam prejudicados, a secretaria declarou que deve analisar com os gestores a melhor maneira de reposição das aulas.


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