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Professores fazem ato na Câmara Municipal por aprovação de reajuste salarial

Durante o pronunciamento do líder do prefeito, vereador Elias Emanuel (PSDB) e da presidente da Comissão de Educação (Comed), vereadora Therezinha Ruiz (DEM), que defendiam a proposta do Executivo, de conceder o reajuste dividido em duas parcelas, os manifestantes vaiaram, fizeram um apitaço e chegaram a ficar de costas enquanto os dois parlamentares discursavam, em sinal de protesto 01/06/2016 às 20:32 - Atualizado em 02/06/2016 às 08:50
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Um pequeno grupo de professores deu, ontem, uma mostra de como devem pressionar os vereadores para a aprovação do reajuste salarial de 9,28% em parcela única. (Foto: Antônio Menezes)
Janaína Andrade Manaus

Um pequeno grupo de professores deu, nesta quarta-feira (1º), uma mostra de como devem pressionar os vereadores para a aprovação do reajuste salarial de 9,28% em parcela única. Durante o pronunciamento do líder do prefeito, vereador Elias Emanuel (PSDB) e da presidente da Comissão de Educação (Comed), vereadora Therezinha Ruiz (DEM), que defendiam a proposta do Executivo, de conceder o reajuste dividido em duas parcelas, os manifestantes vaiaram, fizeram um apitaço e chegaram a ficar de costas enquanto os dois parlamentares discursavam, em sinal de protesto.

A mensagem do Executivo que trata do reajuste salarial da categoria que terá um aumento de 9,28%, conforme pré-estabelecido por lei e divididos em duas parcelas, com a primeira no valor de 5%, a ser paga ainda neste primeiro semestre, retroativa ao mês de abril; e a segunda somente em janeiro do próximo ano, deveria ter chegado ontem na Casa, mas de acordo com Elias, o estudo do impacto orçamentário do reajuste ainda não havia sido concluído.

Therezinha, durante discurso, defendeu que, apesar da queda na arrecadação, o prefeito de Manaus, Artur Neto, respeitou a classe e fez o possível com o reajuste de 9,28% dividido em duas parcelas. “Eu sinto muito que alguns colegas queiram utilizar o discurso querendo compensar a nossa classe, mas eu não, eu vou ser sincera: nós vimos os números e sabemos da dificuldade de se manter em dias os salários dos professores. A gente trabalhou para que esse reajuste fosse realizado em parcela única, mas não foi possível”, disse.

Elias discursou em seguida e declarou que a gerência dos recursos da Prefeitura ocorre com responsabilidade e que “um professor de verdade não dá as costas para outro professor que está na tribuna”, em referência ao protesto feito durante o pronunciamento da vereadora Therezinha. 

“Eu me envergonho de professores que não respeitam quem está falando, que não conseguem ouvir e ter a capacidade de entender quem possa discordar deles. Esse tipo de tratamento aí não me amedronta, já enfrentei a galeria lotada, com apitaço, não tem problema. Só a primeira parcela do reajuste - de 5% retroativo a maio, já vai causar um déficit no Fundeb de R$ 9 milhões, dinheiro que a Prefeitura vai ter que cobrir com recurso do Tesouro Municipal. A Prefeitura de Manaus respeita e valoriza os professores”, sustentou.

Os vereadores Waldemir José e Professor Bibiano, ambos do PT, informaram que pretendem apresentar emenda a proposta do Executivo, para que o reajuste seja pago de uma só vez, atendendo a reivindicação da Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom), que ocupou a galeria da Casa.

Saiba mais: LDO

Foi aberto ontem o prazo de cinco dias úteis para apresentação de emendas a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO 2017), que trata das ações governamentais que deverão ser priorizadas na destinação dos recursos na Lei Orçamentária para o próximo exercício.

Blog: Lambert William, coordenador da Asprom

“Nós vamos  organizar a categoria  para ocupar a galeria na segunda-feira, pois acreditamos que a mudança de data para início da tramitação da Mensagem do Executivo, que trata do reajuste, foi proposital para desorganizar os professores. Isso só serviu para nos organizarmos com mais força e pretendemos mostrar aos vereadores que a proposta do prefeito Artur Neto é bastante danosa aos professores, com esse parcelamento do reajuste. Há dinheiro no caixa do Fundeb. Nós vamos intensificar a convocação da categoria através das redes sociais”, concluiu o coordenador de comunicação da Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom).

 

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