Domingo, 21 de Julho de 2019
PROFESSORES

Professores paralisam atividades e fazem protestos em diversos pontos de Manaus

Reportagem confirmou manifestações na av. Codajás no Petrópolis, nas ruas do Centro, na av. Constantino Nery, na av. Max Teixeira na Cidade Nova e na av. Brasil na Compensa



1521126620685013.JPG Fotos: Euzivaldo Queiroz
15/03/2018 às 10:25

Professores da rede estadual de ensino paralisaram atividades e fizeram manifestações em diversos pontos de Manaus na manhã desta quinta-feira (15) pedindo reajuste salarial, plano de saúde e vale alimentação. A reportagem confirmou manifestações na av. Codajás no Petrópolis, nas ruas do Centro, na av. Constantino Nery na Chapada, na av. Max Teixeira na Cidade Nova e na av. Brasil na Compensa.

Na av. Codajás, no Petrópolis, professores do Colégio Militar da Polícia Militar interditaram a via. No Centro, professores do Instituto de Educação do Amazonas (IEA) percorreram ruas como Ramos Ferreira, Getúlio Vargar e Eduardo Ribeiro. Na av. Constantino Nery, houve protestos de professores das escolas estaduais Sólon de Lucena, Vicente Telles e Castelo Branco. Na av. Max Teixeira, Cidade Nova, houve manifestação de professores da Escola Julio Cesar Passos, e na av. Brasil, Compensa, da Escola Estadual Áurea Braga.

Colégio da PM


Colégio da PM no Petrópolis (Foto: Euzivaldo Queiroz)

No Colégio da PM do Petrópolis, cerca de 120 professores foram para frente da instituição e bloquearam o trânsito na avenida Codajás, no Petrópolis, Zona Sul. Além da falta de reajuste salarial, eles também protestam contra a perda do plano de saúde, por vale alimentação insuficiente e pelo enquadramento salarial de acordo com a especialização dos educadores.

Segundo o professor de Língua Portuguesa Junior Mar, o movimento começou às 7h e reúne professores tanto do Colégio da PM de Petrópolis quanto das escolas Rui Araújo, Tiradentes e Márcio Nery, localizadas nas proximidades. “Nós somos um movimento autônomo, não há representantes de sindicato. Somos professores cansados de termos nossos direitos desrespeitados e decidimos nos unir para lutar”, disse.

O educador destacou que tem mestrado há três anos e não ganha por isso. “Queremos o enquadramento. Sou mestre tem três anos e continuo recebendo como graduado. Isso é uma absurdo e uma desvalorização do profissional”.

Professores do IEA


Professores do IEA (Foto: Euzivaldo Queiroz)

No IEA, cerca de 200 professores e alunos se juntaram em frente à sede da instituição, na rua Ramos Ferreira, e iniciaram uma caminhada pelas ruas do Centro, como avenida Getúlio Vargas, rua Sete de Setembro e avenida Eduardo Ribeiro. Além do reajuste salarial, vale alimentação e plano de saúde, os mestres do IEA reclamam da péssima estrutura do colégio, como janelas e telhados quebrados, esgoto entupido e da qualidade da merenda dos alunos.

“Nos reunimos para buscar nossos direitos, além de toda essa questão de valorização profissional, também estamos sofrendo com as péssimas condições estruturas do IEA. O telhado está prestes a cair, esgoto entupido e a céu aberto, os meninos (alunos) recebem uma merenda vergonha, só bolacha e uma água de achocolatado. Estamos cansados e exigimos respeito”, disse o professor de geografia Gilson Dias.


Manifestação na av. Getúlio Vargas (Foto: Euzivaldo Queiroz)

Sólon de Lucena

Na Escola Estadual Sólon de Lucena, localizada na avenida Constantino Nery, bairro Chapada, 80% dos professores do turno matutino aderiram à paralisação. Eles também foram para as ruas, em frente à sede da instituição, e interditaram o trânsito. O motivo também é reajuste salarial, vale alimentação e o plano de saúde.

“Nós ainda não paramos 100%. Alguns professores decidiram ficar para não deixar tudo parado. Mas do turno da manhã 80% parou os serviços. Primeiro a gente conversou com nossos alunos, explicou a nossa situação e o porquê da paralisação. Eles entenderam. E vamos às ruas protestar”, explicou a professora Kátia Almeida.


Foto: Divulgação

Segundo ela, o plano de saúde dos professores foi retirado. “Acima de tudo, protestamos pelo desrespeito. O nosso vale refeição, a gente recebe intercalado. O plano de saúde simplesmente foi retirado, o governo não nos procurou, não justificou. Vai dar R$ 100 para cada professor? Não consultam a categoria. Sem contar os quatro anos sem reajuste”, ressaltou Kátia.

Ontem (14), os professores da rede estadual fizeram uma assembleia para decidir sobre a greve geral da categoria tanto na capital quanto no interior do Estado. Até o momento, a situação é de “indicativo de greve”, com manifestações pontuais. Os professores buscam um posicionamento do Governo do Estado sobre reajuste salarial, plano de saúde e vale alimentação.


Protesto na escola Sólon de Lucena (Foto: Euzivaldo Queiroz)

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) informou que “respeita o direito de manifestação dos cidadãos”, mas que não entende o motivo das manifestações. “O direito à data-base já foi garantido. As promoções por titulação, por grau de especialização, mestrado e doutorado também foram concedidas”. “Por tudo isso [...] a Seduc não entende o motivo das manifestações”.

Entretanto, a Seduc não prestou nenhum esclarecimento sobre as exigências dos professores a respeito do reajuste salarial, do plano de saúde que foi cortado e do vale-alimentação.

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