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Manaus
PARALISAÇÃO

Professores protestam em frente à Seduc à espera de reunião de Sinteam com secretário

Eles estão em greve oficial desde segunda (26) e pedem reajuste salarial de 35%. O secretário Lourenço Braga fez um convite ao movimento para tentar uma conciliação 28/03/2018 às 12:39
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A manifestação aconteceu no fim da manhã desta quarta-feira (28) em frente à Seduc (Foto: Raine Luiz)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Cerca de 300 professores estaduais do Amazonas realizaram outra manifestação no fim da manhã desta quarta-feira (28) em frente à sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na rua Waldomiro Lustoza, no bairro Japiim, na Zona Sul de Manaus. Eles estão em greve oficial desde segunda-feira (26) e pedem reajuste salarial de 35%.

Utilizando cartazes e faixas, os professores foram até a sede da secretaria para aguardar uma reunião entre os representantes do Sindicato dos Professores do Estado do Amazonas (Sinteam) e o secretário de Educação, Lourenço Braga. O secretário fez um convite ao movimento para tentar uma conciliação.

O protesto, liderado pelo Sinteam, foi acompanhado por viaturas da Polícia Militar. Um dos professores que participou da manifestação, Lindemberg Guerra, 54, comentou que as atividades dos professores em relação à greve estão acontecendo em todo o Amazonas. 

“Em todas as zonas de Manaus estão acontecendo atividades alusivas à greve. Hoje estamos aqui na frente da Seduc para manifestar sobre o nosso reajuste. Quero pedir para a população não confundir os recursos do Fundeb com o nosso salário. Estamos lutando também pelos profissionais que atuam na parte administrativa das escolas, eles ganham menos de R$ 900”, disse o professor. 

A professora de História Sandra Carvalho, 40, reclamou que a categoria está sem reajuste há mais de quatro anos. “Além do nosso reajuste que estamos sem há quatro anos, precisamos conviver com as ruins condições dentro da sala de aula. Eu fui assaltada enquanto estava trabalhando e não fui ressarcida pelo governo. Mas estou pensando de forma positiva, que esse reajuste vai sair”, afirmou.

A docente de Português, Lucivânia Aquino, 33, destacou que o reajuste é um direito da categoria. “Não estamos pedindo aumento, mas sim o reajuste. O nosso salário é para ser ajustado conforme a inflação, mas isso não acontece há quatros anos. O valor das outras coisas é modificado, mas o nosso salário continua o mesmo”, completou. 

Reunião com Seduc

A reunião entre a Seduc e o Sinteam foi acertada ontem (27) após o secretário Lourenço Braga ter feito convite aos professores. De acordo com o sindicato, eles aceitaram o encontro para “tentar reabrir o diálogo com o governo”, apesar de terem solicitado reunião com o governador Amazonino Mendes. O resultado da reunião será divulgado ainda nesta tarde (28).

Na semana passada, o Governo do Estado havia prometido a pagar a data base de 2017 no percentual de 4,57%, o que foi rechaçado pela categoria. Também foi oferecido aumento em R$ 200 do vale-alimentação dos docentes em sala de aula, totalizando R$ 420; promoções verticais de 3.516 professores que concluíram títulos de graduação; extinção da taxa de 6% do vale-transporte; e auxílio localidade de R$ 30 para R$ 200, e até R$ 1 mil dependendo da distância em casos de professores que trabalham em interiores.

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