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Manaus
PROFESSORES

Professores protestam por reajuste salarial em frente à sede da Seduc, em Manaus

Ato faz parte das manifestações e paralisações da categoria. Segundo Asprom, mais de 140 escolas estão paralisadas e greve geral inicia nesta quinta (22) 21/03/2018 às 10:21 - Atualizado em 21/03/2018 às 10:50
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Foto: Winnetou Almeida
Alik Menezes Manaus (AM)

Vestidos com roupas pretas e carregando um caixão que simbolizava “luto pela morte da educação” no Amazonas, professores da rede estadual de ensino fizeram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (21), em Manaus, em frente à sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na rua Waldomiro Lustoza, bairro Japiim 2, Zona Sul. Eles exigem reajuste salarial de 35%, manutenção de plano de saúde e vale-alimentação.

O ato faz parte de uma sequência de manifestações e paralisações de advertência da categoria que vêm ocorrendo desde a semana passada. Segundo o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), mais de 140 escolas estão com aulas paralisadas, sendo 117 em Manaus e 30 no interior do Estado. A entidade também marcou para amanhã, quinta-feira (22), início de uma greve geral.


Foto: Winnetou Almeida

O professor de História Lucas Duque estava no ato em frente à sede da Seduc. Ele disse que o movimento é mais uma demonstração da insatisfação da categoria e que as manifestações ganham cada vez mais força e adesão dos profissionais do Estado. “Estamos nas ruas. O movimento não está dividido, não está quebrado, nós estamos em vários locais da cidade fazendo atos em prol dos nossos direitos”.

O professor criticou também a afirmação do Governo do Amazonas de que não há dinheiro suficiente como pagar o aumento salarial de 35%. Segundo Lucas Duque, o Executivo poderia usar recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para pagar tal reajuste. “60% da verba do Funded é para ser usada no aumento salarial dos professores, o Estado não teria prejuízo como o governo afirma”, disse.


Foto: Divulgação

Durante o ato na sede da Seduc, os manifestantes tentaram uma reunião com o secretário de Educação, Lourenço Braga, mas foram barrados na portaria da secretaria. “A Seduc dispara nota todo dia dizendo que está aberta ao diálogo, tudo mentira. Chegamos aqui e nenhum professor pode entrar”, afirmou.

A reportagem solicitou da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informações sobre as manifestações e as exigências dos professores e aguarda resposta. Na última segunda-feira (19), o Governo do Amazonas divulgou nota afirmando que a paralisação dos professores era um ato ilegal e que mantinha diálogo com a “única entidade constituída legalmente para representar a categoria”, no caso o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam).

Ontem (20), representantes do Sinteam reuniram a imprensa numa coletiva para informar que a greve geral da categoria ainda não estava confirmada e que nesta quinta (22) ocorreria uma assembleia para decidir o futuro dos atos. Entretanto, a outra entidade, a Asprom, confirmou o início da greve geral.

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