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Manaus
em assembleia

Professores recusam proposta de reajuste de 14,57% do Governo e mantêm greve

Servidores persistem na campanha salarial de 35% de reajuste e fizeram novo protesto na Praça do Congresso na tarde desta segunda-feira (2). Greve já tem uma semana 02/04/2018 às 17:29
Show protesto
Fotos: Evandro Seixas
Danilo Alves Manaus (AM)

Servidores da educação disseram não a nova contraproposta de reajuste salarial de 14,57%, anunciada pela Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) na última quarta-feira (28) e recusada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) durante assembleia da categoria na Praça do Congresso, no Centro de Manaus.

Os professores da rede estadual de ensino do Amazonas estão em greve oficial há uma semana e persistem na campanha salarial de 35% de reajuste.

Conforme o presidente do Sinteam, Marcus Libório, a categoria deve voltar a mesa de negociações com o Governo do Estado, pois acredita que a proposta é inviável, tendo em vista os recursos em caixa da Seduc e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que destina parte do orçamento para o pagamento de professores.

“A proposta ainda é inconsistente. Conforme a proposta, 4,57% seriam pagos imediatamente e os 10% restantes seriam escalonados ao longo do ano, até dezembro, de acordo com a arrecadação do Estado e para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso não é suficiente. O ganho real de professores sairia menos de 70 reais, após quatro anos sem nenhum reajuste. Ainda é injusto e estamos lutando para voltar a conversar com o governador”, afirmou.

Libório também comentou que o Sinteam vai se responsabilizar em negociar as faltas dos servidores que aderiram ao movimento grevista.

“Nós já assumimos esse compromisso com os professores e vamos negociar todas faltas e dias parados. A greve continua. É importante que as pessoas entendam a importância deste movimento e, em vez de criticar, poderiam aderir a nossa revolução”, explicou.

Protesto

Cerca de 500 professores se concentraram na praça desde as 15h30, muitos deles com cartazes e faixas como ‘Educação em Greve’.

O professor de filosofia Mario Jairo, da Escola estadual Raimundo Gomes Nogueira, no Bairro Redenção levou um pedaço de isopor em forma de caixão reivindicando o reajuste salarial. Ele foi um dos servidores que votaram não a proposta de 14,57%.

“Nós já avançamos com o plano de saúde mantido, vale transporte integral, sem o desconto de 6% no contracheque, reajuste do auxílio localidade de R$ 30 para R$ 200 até R$ 1 mil, progressões horizontais e verticais e revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração. Precisamos fazer que o poder público entenda a importância desse reajuste. Pois essa luta não é só pela categoria, mas por toda a educação do nosso estado” considerou.

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