Domingo, 21 de Abril de 2019
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Manaus

Professores se negam a entrar em sala de aula por causa de tráfico diário em escola

Além da rotina de brigas, consumo e venda de drogas, os professores afirmam ser ameaçados constantemente pelos alunos da unidade de ensino


18/04/2013 às 07:51

As constantes brigas e o consumo e venda de entorpecentes no entorno e supostamente nas dependências da Escola Estadual Raimundo Gomes Nogueira, no Ajuricaba, na Zona Centro-Oeste, levou aproximadamente 30 professores da unidade escolar a paralisar as atividade  na tarde desta quarta-feira (17).

Sem as aulas, a todo instante era comum flagrar cenas de brigas entre os estudantes, além de depredações supostamente cometidas pelos alunos, como algumas  janelas de vidro que foram  danificadas. Para conter os ânimos, uma equipe da 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foi acionada. Porém, a tentativa de inibir os adolescentes foi em vão, pois enquanto a confusão era controlada pela polícia num bloco da unidade escolar, do outro lado, a desordem começava. O tumulto somente foi controlado por volta das 15h, após seguidas conversas entre a polícia, a direção da escola e os alunos.

A denúncia de que estudantes estavam armados não foi confirmada pela polícia.  A professora da Escola Raimundo Gomes, Daiane Carneiro, 25, disse que todos os dias os docentes enfrentam ameaças por parte dos alunos. Segundo ela, os estudantes não querem entrar na sala de aula e ficam nos corredores, divididos em grupos. A professora Sílvia Helena esclareceu que já aconteceu de pais e supostos traficantes entrarem na escola para ameaçá-los. A docente enfatizou que parte dos alunos que são líderes desses grupos costumam vender drogas nas dependências da unidade escolar.

Sobre a prática de desordem na escola, alunos entrevistados disseram que estes episódios são comuns no local, bem como o consumo e a venda de entorpecentes, em frente e no interior da Escola Raimundo Gomes.

À CRÍTICA tentou ouvir a direção da escola, mas recebeu a informação que o caso seria tratado diretamente com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Esta informou, por meio de assessoria, que será instalado, dentro de uma semana, um circuito integrado de câmeras na escola e uma catraca giratória com detector de metal para inibir a ação de criminosos na unidade escolar.

A Seduc informou ainda que vai identificar os alunos envolvidos no episódio e que os mesmo serão transferidos para outras unidades escolares.

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