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Profissionais e passageiros sofrem com a falta de estrutura em pontos finais de ônibus

Os locais que servem para motoristas e cobradores descansarem na hora vaga não oferecem proteção e as condições são, em geral, precárias, segundo funcionários e usuários de transporte coletivo 25/09/2014 às 11:43
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Em alguns pontos finais de linhas, profissionais se cotizaram para melhorar a estrutura e garantir um mínimo de conforto
Perla Soares Manaus-AM

Os motoristas, cobradores e passageiros vivem com medo de assaltos e violência nos pontos finais das linhas de ônibus localizados nos bairros da cidade. Estes locais, que servem para motoristas e cobradores aproveitarem o descanso obrigatório de uma hora a que eles têm direito entre uma viagem e outra, não oferecem proteção e as condições são, em geral, precárias, segundo funcionários e passageiros.

Como não têm onde descansar, muitos motorista deitam dentro do ônibus, no calor mesmo, como acontece no final da linha 450. Segundo o motorista Claudio Ribeiro Pereira, 36, não existe condições para descansar em locais onde falta água no banheiro, falta proteção contra o sol ou a chuva. “Cada um descansa onde dá! Cadeiras, calçadas, e à noite é perigoso, o único bico de luz que existe é esse aqui do terminal”, sinalizou.

No terminal das linhas 423, 045, 047, 093, que fica localizado no bairro Novo Aleixo, Zona Norte, as condições são insalubres e só não estão piores porque os próprios trabalhadores - motoristas, cobradores e administradores de linha - se organizam para comprar material de limpeza e manter a estrutura do local, que é a única proteção contra o sol ou a chuva, tanto para os trabalhadores quanto para os passageiros.

A cobradora Lionete Lima da Silva, 41, disse que o banheiro, durante o período em que esta trabalhando no local, nunca viu uma reforma, a sujeira acumulada ao longo dos anos é horrível, o odor é muito forte. “É constrangedor usar o mesmo banheiro que os homens usam, mas é o único que existe, não temos outras alternativa. É tapar o nariz e meter a cara”, desabafou.

Além do material de limpeza, um freezer, fogão, televisão também foram compradas com recursos dos motoristas, cobradores e fiscais. “Se não fizermos cooperação, não bebemos, não comemos e não descansamos. Então nós decidimos nos unir e pagar por essas melhorias. As despesas são divididas em partes iguais”, contou o cobrador Anderson Carvalho Serrado, um dos que contribuiu para as melhorias no local.

A outra reclamação é quanto a violência que existe nos terminais. Na última segunda-feira aconteceu um assalto em que motoqueiros usaram a violência para roubar uma moça no terminal da linha 039, no Novo Aleixo. “Os ladrões estavam com aquelas capas de chuva, correram atrás de uma moça que estava vindo pegar o ônibus. Foi horrível, eles bateram nela, foi um verdadeiro arrastão”, contou a cobradora Ludimila Roberta Nunes.

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