Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
MERECIMENTO

Programa Barco Escola Samaúma, do Senai-AM, é homenageado na ALE

Cursos de mecânica, informática, entre outros, são oferecidos à população ribeirinha por meio do programa



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Foto: Divulgação
14/05/2019 às 14:17

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) homenageou nesta terça-feira (14), os 40 anos do Programa Barco Escola Samaúma, instituído pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Amazonas). Os deputados entregaram certificados de reconhecimento a sete funcionários que contribuíram com a execução do programa ao longo dos anos.

O deputado Adjuto Afonso (PDT), propositor da homenagem, destacou que os serviços do programa beneficiam a população de 48 municípios do interior do Estado. De acordo com o parlamentar, o barco escola já beneficiou 60 mil pessoas do Amazonas, Acre, Amapá, Roraima, Rondônia e Pará.

“Eu como homem do interior sei das dificuldades da população ribeirinha em fazer curso técnico por conta da logística e o barco escola atende essa necessidade. Disseminar a educação profissional é promover a geração de novos negócios, de emprego e renda em municípios distantes dos centros comerciais”, afirmou o deputado.

O aposentado Carlos Alberto Martins, de 73 anos, foi instrutor de marcenaria e carpintaria e o primeiro coordenador do barco escola durante 20 anos. “É uma satisfação muito grande e justa o reconhecimento do trabalho. Nossa maior preocupação era a evasão do ribeirinho para a capital. E o Senai ao promover esses cursos capacita profissionais em sua localidade”, ressalta.

O primeiro Barco Escola Samaúma foi inaugurado em 1979, inicialmente com ações em Tefé, desde então, atua na profissionalização da população ribeirinha com 15 cursos técnicos e infraestrutura para  aulas teóricas e práticas. O segundo Barco Escola Samaúma iniciou as atividades em 2014 e disponibiliza 22 cursos de capacitação.

Entre os principais cursos técnicos ofertados pelo programa estão marcenaria, mecânica, informática, alimentos, atendimento ao cliente, eletricidade, construção civil e também na área de meio ambiente.

De acordo com professor de eletricidade e refrigeração, José Izaias Monteiro, de 63 anos, os cursos com 160 horas de duração, de aproximadamente 56 dias de aula, estimulam a formação de empreendedores no interior. “A demanda é muito grande. Tem municípios que a população pede para o barco ficar mais um período e mais pessoas participem das aulas no barco e também com o laboratório em campo”, disse.

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Repórter de A Crítica

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