Terça-feira, 20 de Agosto de 2019
Manaus

Programa visa reduzir analfabetismo no Amazonas

O programa Amazonas Alfabetizado, coordenado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), tem como meta para este ano atender a 26 mil pessoas



1.gif Analfabetismo ainda atinge muitas pessoas no País inteiro
13/02/2013 às 17:09

O Amazonas possui aproximadamente 334 mil pessoas consideradas analfabetas, o equivalente a 9,6% de sua população, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fruto do censo 2010. O número deixa o Estado na 11ª colocação dos que possuem maior número de habitantes nessa condição no Brasil.

Para reduzir este número, o programa Amazonas Alfabetizado, coordenado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), tem como meta para este ano atender a 26 mil pessoas. As atividades serão realizadas em instituições públicas e em escolas de Manaus e de outros 29 municípios do Estado.

Contribuir para a diminuição da taxa de analfabetismo no Amazonas e estimular os inscritos a prosseguirem os estudos são os principais objetivos do programa, que iniciará as atividades em maio com término previsto para novembro de 2013. As ações desenvolvidas ocorrerão aos sábados, com carga horária total de 240 horas.

Segundo a coordenadora do programa Amazonas Alfabetizado, Roberta Prestes, as ações do programa se somarão às demais que já são desenvolvidas pelo poder público estadual.

“O Governo do Estado, via Seduc, tem oportunizado o acesso da população à educação, por meio do Centro de Mídias de Educação, das ações de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e agora do Programa Amazonas Alfabetizado, gerando uma rede de atendimento que tem uma meta em comum: levar a educação de qualidade a quem necessita e a quem antes não tinha oportunidade”, disse a coordenadora.

A metodologia a ser utilizada pelo programa está fundamentada nas teorias de Paulo Freire e Heloisa Vilas Boas, teorias estas que levam em consideração o cotidiano do aluno e a partir disso a aquisição de novos conhecimentos que incluem o ensino da Matemática, da Lingüística, da escrita e da leitura, além de conceitos ambientais e de cidadania.

“Com o processo de alfabetização os participantes terão uma nova chance de recomeçar e dar continuidade aos seus estudos que, conseqüentemente, contribuirá com sua elevação social. É essa a importância do programa Amazonas Alfabetizado: valorizar e resgatar o aluno, garantindo a ele não somente o estudo, mas o pensamento crítico e uma nova perspectiva de vida”, destacou Roberta Prestes, ao falar da importância e do impacto social que o programa trará a população amazonense.

Localidades contempladas

Com previsão para iniciar em maio o curso será aplicado em Manaus e em mais 29 municípios do Amazonas, sendo eles: Alvarães, Amaturá, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Barreirinha, Benjamin Constant, Beruri, Canutama, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Coari, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Japurá, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Silves, Tabatinga, Tapauá e Uricurituba.

“O curso será direcionado a pessoas que não saibam ler e escrever. Os interessados devem ter idade acima de 15 anos e quando divulgado o período de inscrição deverão se dirigir a uma das mais de 200 escolas cadastradas para efetivar sua inscrição”, informou Roberta Prestes.

Segundo a coordenadora do programa, as inscrições ocorrerão a partir de março, com a divulgação dos postos de atendimento no site da Seduc: www.seduc.am.gov.br 

Substituindo o Programa Reescrevendo o Futuro, o Amazonas Alfabetizado é coordenado pela Seduc e faz parte de uma ação nacional de alfabetização de adultos sob a coordenação macro do Ministério da Educação (MEC) por meio de sua Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão.

Oportunidade para alfabetizadores

Conforme a coordenação do programa, no final de fevereiro, a Seduc realizará uma chamada pública objetivando a contratação de alfabetizadores, coordenadores de turma e intérpretes de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) onde os selecionados para atuar no programa receberão bolsas financiadas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC).

“Os candidatos à vaga de alfabetizador deverão ter titulação mínima em ensino médio, já os candidatos à vaga de coordenador, deverão possuir titulação mínima de graduação em educação (cursando ou concluída). Os intérpretes de Libras, por sua vez, deverão ter titulação mínima em ensino médio e Certificado de Proficiência em Libras (Prolibras)”, informou a coordenadora, acrescentando que os aprovados receberão formação extra ministrada pela Seduc por meio de seu Centro de Formação Profissional Padre José de Anchieta.

 



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