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Manaus
waze na mira

Projeto aprovado na Câmara dos Deputados quer barrar apps que alertam sobre blitzes

O PL 5596, do deputado Major Fábio (PROS-PB), quer alterar o Código de Trânsito e instituir multa ao ato de conduzir veículo com dispositivo, aplicativo ou funcionalidade que identifique radares ou blitze. 01/09/2016 às 21:43 - Atualizado em 16/09/2016 às 20:14
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O Waze é um dos maiores aplicativos de navegação do mundo, mas há um tempo tem incomodado autoridades do trânsito / Foto: Clovis Miranda
Luana Carvalho Manaus (AM)

Um Projeto de Lei (PL) aprovado na última terça-feira na Câmara dos Deputados, em Brasília, gerou polêmica em todo o Brasil e não agradou aos motoristas que utilizam o aplicativo de navegação Waze em Manaus. O texto quer proibir o uso de aplicativos e grupos nas redes sociais que informem sobre as blitze policiais e radares no trânsito. 

O Waze é um dos maiores aplicativos de navegação do mundo, mas há um tempo tem incomodado autoridades do trânsito por possibilitar que usuários alertem outros motoristas sobre blitze. O próprio Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), sob administração de Leonel Feitoza, já tentou, com o Ministério Público Estadual (MPE), retirar a ferramenta do ar. 

O PL 5596, do deputado Major Fábio (PROS-PB), quer alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e instituir multa ao ato de conduzir veículo com dispositivo, aplicativo ou funcionalidade que identifique radares ou blitze. 

Porém, o aplicativo permite, principalmente, que o condutor evite congestionamentos e fique informado sobre locais de acidentes e melhores rotas. Para o motorista Richard Sales, 38, o Waze é muito útil, principalmente para quem trabalha dirigindo em Manaus. “Eu uso para desviar de congestionamento e saber qual é o melhor caminho a ser percorrido, ou onde tem acidente”, comentou. 

Para o programador Rômulo Cardoso, 28, em vez de proibir o uso, os órgãos de trânsito deveriam aumentar os esforços na educação no trânsito, a fim de prevenir incidentes. “Motoristas educados não precisam fugir de blitze”, diz ele.

Rômulo contou, ainda, que utiliza o Waze para encontrar endereços com mais facilidade. “E, quando viajo de férias, para dirigir em outras cidades também é muito eficiente. Acho que proibir o aplicativo acabaria atrapalhando a grande maioria das pessoas que utilizam a ferramenta para facilitar o dia-a-dia”. 

Grupos em redes sociais

O projeto também se baseia no Marco Civil da Internet e propõe que as redes sociais, como Twitter e Facebook, retirem do ar postagem de usuários que alertem sobre as operações policiais. Em Manaus, um grupo chamado “Blitz Manaus” reúne dezenas de motoristas no WhatsApp. No Facebook, a página tem quase 3 mil ‘curtidas’. 

O diretor-presidente do Detran-AM, Leonel Feitoza,  disse que é completamente contra o aplicativo de navegação Waze e fez um alerta sobre os grupos de WhatsApp e Facebook.  “Temos conhecimento de que existem muitos desses grupos em Manaus, de pegas inclusive. Mas temos agentes infiltrados na  maioria e já fizemos várias operações para apreender estes veículos”, revelou. “Nada disso seria necessário se as pessoas tivessem consciência de dirigir de acordo com a lei, não fizessem racha e não usassem os aplicativos para alertar sobre operações”, completou. 
 

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