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Manaus
AMOR AO PRÓXIMO

Projeto 'Encontrar Alguém' busca estimular adoção tardia no Amazonas

O projeto, com previsão de lançamento para este mês, pretende divulgar a história e a imagem de crianças em comerciais de televisão e trailers de cinema 03/05/2018 às 20:10
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Foto: Divulgação
Álik Menezes Manaus (AM)

No Amazonas, 40 crianças acima de sete anos estão aptas para serem adotadas mas, em virtude da idade e do preconceito, presenciam a adoção de crianças menores e vão permanecendo nos abrigos e orfanatos do Estado. Na tentativa de mudar essa realidade, juízes pretendem lançar o projeto “Encontrar Alguém” até o fim deste mês. A adoção tardia foi um dos temas discutidos no 12º Encontro do Colégio de Coordenadores da Infância e da Juventude dos Tribunais de Justiça do Brasil realizado nesta quinta-feira (03), no Palácio da Justiça, no Centro de Manaus.

O projeto, segundo a juíza Rebeca de Mendonça Lima, que é coordenadora da Infância e Juventude do Estado, vai buscar interessados em adotar essas crianças. Para isso, a estratégia será a divulgação da história e a imagem em comerciais de televisão e trailers de cinema, além de outras formas de divulgação. Ainda conforme a juíza, a maioria das pessoas prefere adotar bebês ou menores de sete anos.

“Algumas dessas crianças são grupos de irmãos que ninguém quer adotar. São crianças que consideramos de difícil colocação em família substituta. O projeto quer buscar interessados nessas crianças. De que forma? Divulgando o rosto delas, divulgando suas ideias, divulgando suas histórias e esperamos sensibilizar a sociedade para que adotem essas crianças”, explicou.

Conforme a magistrada, o projeto deve ser lançado no dia 21 ou 22 deste mês, mas ainda depende de aprovação do Tribunal Pleno e de uma resolução que autorize a divulgação da imagem das crianças. “O Estatuto da Criança e do Adolescente diz que não pode ser divulgada a imagem de criança e adolescente infratores ou em situação de risco, mas não é o caso, temos a ressalva de que não fazem parte desse grupo, mas a gente quer ter um respaldo”, disse.

Coordenadores da Infância e Juventude de 22 estados participaram do evento. Segundo a organização, esta foi a primeira vez que o encontro foi realizado na capital amazonense.

Políticas públicas

 Um dos principais objetivos do evento foi discutir temas relativos à área de atuação como adoção tardia, exposição de crianças e adolescentes através dos meios de comunicação e crianças de varas especiais e regionais da infância e da juventude.

“Se discute, nessa reunião, que é realizada duas vezes por ano, políticas públicas voltadas para essa área como maneiras de se fazer para que o Estado cumpra o que está determinado no ECA  em relação às medidas socioeducativas para adolescentes entre 18 e 21 anos”, afirmou a juíza.

Documento será enviado ao Tribunal Superior de Justiça

Ao final do encontro, um documento será encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Vamos oficiar o STJ por uma determinada questão e oficiar o CNJ. Tudo isso se discute de maneira que, ao final, facilite e torne efetivo o trabalho de quem está na ponta e para que os juízes possam concretamente trabalhar com o que o Estado proporciona a ele”, explicou a juíza Raquel Mendonça Lima.

O Colégio de Coordenadores da Infância e Juventude  foi criado em 2012 com o apoio da Associação Brasileira dos Magistrados do Brasil e da Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj). O colégio busca aperfeiçoar a Justiça dos Estados e do Distrito Federal perante o sistema infantojuvenil, estimular a troca de experiências e a disseminação de conhecimentos entre seus integrantes e uniformizar os métodos e os critérios administrativos e judiciais, observadas as peculiaridades regionais.

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