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Manaus
RECONHECIMENTO

Projeto de escola integral de Manaus é destaque em prêmio nacional do Itaú-Unicef

Iniciativa de tutoria na Escola Municipal Waldir Garcia foi uma das 32 finalistas da premiação que reconhece ações de educação integral pelo País 11/12/2017 às 22:23 - Atualizado em 11/12/2017 às 22:46
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Equipe da Escola Municipal Waldir Garcia durante premiação. Foto: Vínicius Leal
Vínicius Leal São Paulo (SP)*

Desenvolver sonhos para o futuro e projetos de vida para crianças da periferia de Manaus, tornando-os protagonistas do próprio crescimento e do espaço da escola onde estudam com a participação dos pais. Esse é o objetivo do “Redes de Aprendizagens: vivências em tutoria na Escola Waldir Garcia”, um projeto da Escola Municipal Waldir Garcia, instituição de educação integral do bairro São Geraldo, na Zona Centro-Sul da capital, e que foi destaque do Prêmio Itaú Unicef, na noite desta segunda-feira (11) na cidade de São Paulo.

Ao todo, 32 projetos de educação integral de escolas de todo o País, desenvolvidos junto a Organizações de Sociedade Civil (OSC), foram indicados às quatro categorias da premiação: Grande Porte, Médio Porte, Pequeno Porte e Micro Porte, com oito finalistas concorrendo a cada uma das modalidades. A ação de "tutoria" no Waldir Garcia, desenvolvida e monitorada junto do Coletivo Escola Família do Amazonas (CEFA), concorreu à categoria Micro Porte, mas quem saiu vencedor foi o projeto "Circulando a cultura na escola", da Escola Municipal José da Rocha, do Rio Grande do Norte.

No projeto de "tutorias" do Waldir Garcia, nascido em 2016, os estudantes do 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental, que já ficam no colégio diuturnamente devido à educação integral, passam a estar no centro do processo de aprendizagem cognitiva, afetiva, sociocultural e biológica na escola. Cada funcionário da instituição, do professor ao serviços gerais, do bibliotecário ao pedagogo, se torna tutor e responsável por um grupo de alunos. Uma vez por semana eles se reúnem e são estimulados a aflorar desejos para as próprias vidas, são ouvidos sobre os problemas e anseios e orientados sobre como solucionar tais questões.

"Mudamos a metodologia e a proposta pedagógica da escola para tempo integral. E os membros do Cefa, que são pais de alunos, queriam uma escola pública de qualidade. Então eles começaram a investir na gente. Eles retiraram os filhos de escolas particulares, os matriculam na escola pública e a partir daí trabalharam em parceria conosco dentro da escola, sendo voluntário no dia a dia e desenvolvendo o projeto de tutoria conosco", ressaltou a gestora do Waldir Garcia, Lúcia Cristina Cortês.

“A gente reclama muito da distância e da ausência da família na escola e eles do Cefa vêm exatamente contra isso, participando e se envolvendo”, complementa.

“O projeto é um acompanhamento das crianças para além da relação professor/aluno em sala de aula. É o desenvolvimento da criança a partir do projeto de vida dela, dos sonhos, conversando com elas no dia a dia”, explicou a coordenadora geral do Cefa, Ana Bocchini, mãe de alunas. Segundo ela, a parceria com a escola Waldir Garcia nasceu do anseio de proporcionar uma escola pública de qualidade, de tempo integral, aos filhos deles e para as comunidades da cidade.

“O Cefa é uma associação de mães, pais e educadores. Um movimento social que luta pela educação pública de qualidade. O próximo passo agora é um novo projeto chamado ‘Temperos do saber’, que envolve culinária, gastronomia e conteúdos de aprendizagem. Começaremos no início do próximo ano letivo”.

Outros vencedores

Também venceram os projetos "Aluno Repórter - A Imprensa na Escola", da Escola Estadual de Ensino Fundamental do Rocha, da cidade de Bragança, no Pará, na categoria Pequeno Porte; o "Projeto olho vivo", da Escola Estadual Guilherme Briggs, de Niterói, no Rio de Janeiro, na categoria Médio Porte; e o projeto "Cultura, esporte e cidadania", da Escola Padre Paulo Petruzzellis, de Criciúma em Santa Catarina, no Grande Porte.

Cada um dos quatro projetos vencedores ganharam a quantia de R$ 100 mil a serem aplicados nas ações educacionais e mais R$ 100 mil para as Organizações de Sociedade Civil (OSC) vinculadas ao projeto. Além disso, todos os 32 finalistas também já haviam vencido as etapas regionais do prêmio Itaú Unicef e ganhado R$ 30 mil para serem revestidos nos projetos, como o “Redes de Aprendizagens: vivências em tutoria na Escola Waldir Garcia”.

*O repórter viajou a convite da organização do evento.

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