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Projeto leva alegria e paz aos doentes e carentes de Manaus

O projeto “Mão Amiga” em seu primeiro ano como entidade oficial arrecada cerca de R$ 4 mil em dinheiro e milhares de brinquedos, roupas e alimentos 25/12/2014 às 20:20
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Crianças encontram no sorriso dos palhaços e nos brinquedos a força necessária para se recuperar e sair do hospital
nelson brilhante ---

Não é regra geral que a maioria das pessoas passem o dia 25 de dezembro dormindo, se divertindo ou apenas curtindo o “RO” (resto de ontem) na casa de parentes ou amigos. Há dez anos, centenas de voluntários se concentram na rua Curió, 6, bairro  Cidade Nova 1 (Zona Norte) para arrecadar presentes e distribuir às crianças do hospital infantil João Lúcio e do bairro  São José 3, ambos na Zona Leste. O projeto “Mão Amiga” em seu primeiro ano como entidade oficial arrecada cerca de R$ 4 mil em dinheiro e milhares de brinquedos, roupas e alimentos.

A rua fica tomada de carros que chegam a todo instante trazendo doações, além de jovens e adultos fantasiados de palhaço para levar alegria aos pequenos dos hospitais e dos bairros.

O movimento foi idealizado em 2004 por um grupo de amigos, alunos da Faculdade de Administração da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) que arrecadavam  alimentos para doar a uma comunidade do Lago do Sampaio, em Autazes (a 118 quilômetros de Manaus). Por iniciativa da administradora Lucineide Carvalho o projeto cresceu e hoje reúne centenas de voluntários. “Nosso grupo começou com cinco pessoas e hoje estamos com 185 voluntários cadastrados. Todos os anos vamos ao ‘Joãozinho’, por ser o hospital que tem mais crianças internadas e escolhemos outra área de Manaus onde há crianças carentes”, revela Lucineide.

Dia 23 de dezembro o projeto Mão Amiga deixou de ser um movimento voluntário e passou a ser entidade oficial. “Hoje podemos dizer quer o projeto existe de fato e de direto”, comemora a dirigente.

Até o meio-dia de ontem, a casa que é doméstica, mas funciona como sede do projeto  estava abarrotada com mais de mil brinquedos, cestas básicas, dentre outras doações.

Questionada sobre a emoção de fazer essa boa ação, Lucineide não tem dúvidas. “Quando as crianças abrem aquele sorriso, é uma mega emoção. Não tem como explicar”, revela.

Os voluntários contribuem com a entidade por meio do pagamento mensal de carnês, dinheiro que é usado exclusivamente para a aquisição de brinquedos, roupas, fraldas, dentre outros, para crianças.

Ajudar os que mais necessitam

Dona Sulamita Costa da Silva, de 70 anos, mora na comunidade São Sebastião, no bairro Petrópolis, Zona Sul. Todos os anos ela faz uma peregrinação, arrecadando roupas usadas em vários endereços para o projeto “Mão amiga”. O trajeto é todo feito de ônibus. “Eu moro num bairro pobre, sou pobre, mas quando aparece alguém mais necessitado que eu, nem penso duas vezes e ajudo. E assim eu vou levando a vida, e me sinto muito bem. Só não faço mais porque não posso”, confessa Sulamita.

Ela não tem dúvidas de que, se metade da população fosse solidária o mundo seria melhor. “Ultimamente eu tenho visto que as pessoas que têm mais condições financeiras não doam aquelas roupas que deixaram de ser usadas. Eles não doam, preferem vender no brechó (comércio formal). Não entendo isso. Tem tanta gente necessitada e tanta gente com condições de ajudar”, desabafa a voluntária.

Ela revela que o marido compreende e a ajuda nas suas ações. “Ele não fala nada mas não atrapalha, ao contrário, me ajuda”, concluiu Sulamita.

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