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Projeto original dos conjuntos do Prosamim é descaracterizado por moradores

Os moradores dos conjuntos fazem puxadinhos, alterando a planta original do empreendimento construído com dinheiro público 17/10/2013 às 07:19
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No Prosamim do Mestre Chico, na Cachoeirinha, toldos e garagens são modificações mais frequentes no residencial; o verde do gramado também é alterado por sacos de areia e entulho de construção
Jaíze Alencar ---

Espaços que deveriam ser coletivos e de uso comum nos conjuntos habitacionais do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) estão sendo utilizados individualmente por moradores que fazem os puxadinhos, alterando a planta original do empreendimento construído com dinheiro público.

São garagens que surgem debaixo das escadas, áreas de serviço, bancas dos comércios montadas nas calçadas, estruturas metálicas de barracas que ficam presas com cadeados e correntes para não serem removidas do local, varais e outras irregularidades cometidas.

Aos poucos, os próprios moradores vão modificando a estrutura original dos apartamentos do Prosamim. A maioria das alterações é feita por moradores dos apartamentos térreos, que, mesmo sem autorização dos órgãos competentes, tentam aumentar a casa.

Dvanir Souza (nome fictício a pedido do entrevistado) mora há oito anos no Residencial Mestre Chico e conta que a situação já é tão comum que ele acredita ser normal. “Na minha opinião, quem mora embaixo tem menos espaço. É por isso que eles constroem. Eu já até acostumei. Quase todo mundo aqui tem um puxadinho, mas o que me incomoda são os comerciantes que colocam as bancas com produtos do lado de fora, nas calçadas. Tenho um filho de um ano e meio e fica complicado passear com ele por aqui”.

O Parque Residencial Mestre Chico, localizado entre as ruas Ipixuna e Ramos Ferreira, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul, é um dos campeões nas irregularidades. A dona de casa Rosevânia Gomes, utiliza os fundos da residência dela, no residencial, para fazer varal. A prática é proibida de acordo com o manual de normas e condutas que receberam na entrega dos apartamentos, procedimento ignorado por ela e por muitos moradores do local. “Eu prendo várias cordas ali atrás de casa e faço o varal, mas eu acho ruim porque as pessoas ficam passando por lá o tempo todo”, destaca.

Existem casas em que os proprietários construíram gradis e colocaram bancos do lado de dentro como se fossem praças particulares, além de utilizarem os espaços entre os prédios como varais.

De acordo com o Prosamim, foram realizadas mais de 20 notificações, juntamente com o Instituto de Planejamento Urbano (Implurb), nos parques residenciais Mestre Chico e Manaus 1 e 2, na semana passada.

Programa diz que faz fiscalização

O Prosamim informou que fiscaliza constantemente as construções irregulares nas áreas de convivência dos residenciais que o programa constrói. E que os moradores são alertados, desde o recebimento dos apartamentos, através de palestras e entrega de manuais.

Ainda de acordo com o Prosamim, após detectar as irregularidades de construções ou venda de imóvel, o programa faz uma notificação à Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), responsável pela entrega do título das moradias e ao Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), para que possam tomar as devidas providências.

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