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Projeto-piloto ajuda a monitorar presença de mosquitos na Região Metropolitana de Manaus

Projeto pretende avaliar, em Itacoatiara e Presidente Figueiredo, a distribuição do Aedes aegypti e Aedes Albopictus em busca de alternativas de controle 06/06/2015 às 10:03
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Projeto é pioneiro no País também porque vai permitir uma visão mais clara sobre o uso de um novo inseticida, o spinosad, de baixa toxicidade para os homens
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM) realiza projeto piloto nos municípios de Itacoatiara e Presidente Figueiredo com a utilização de armadilhas (ovitrampas) que ajudam a monitorar a presença dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes Albopictus. O objetivo é buscar formas alternativas de controle desses mosquitos.

De acordo com o diretor-presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, o estudo pioneiro no Amazonas, irá testar durante um ano o uso das armadilhas para detectar o nível de infestação pelos mosquitos, sendo essa uma ação, complementar ao Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). “O destaque desse monitoramento é a obtenção de informações em tempo real, diferente dos resultados do Liraa que é realizado a cada três meses”, comenta.

Bernardino esclarece que as novas estratégias de combate à endemia serão eficazes, desde que haja uma melhor compreensão de diferentes aspectos da biologia dos mosquitos. “Precisamos entender a evolução desses vetores e assim conseguiremos direcionar as ações de controle, inclusive, com a utilização de spinosad (novo tipo de inseticida) nos grandes depósitos de armazenamento de água, que possui baixa toxicidade ao homem, porém, grande eficácia para matar as larvas, além disso, possui maior tempo de persistência no ambiente”, diz o diretor.

Albuquerque acrescenta que o spinosad faz parte da lista de inseticidas recomendadas pelo Ministério Saúde, mas por enquanto, não é usado na rotina das ações de controle de Dengue. “Os dados da pesquisa irão subsidiar o MS para adotar este produto na rotina do Programa Nacional de Controle da Dengue”, afirma.

Segundo o chefe de Departamento de Vigilância Ambiental (DVA/FVS), Ricardo Passos, que coordena o estudo, a pesquisa visa contribuir para melhorar a eficácia das ações de controle e seus resultados, caso tenhamos sucesso na empreitada, a iniciativa poderá ser implementada em outros municípios do Estado ou até de outros Estados do país. “Com dois meses de implantação do projeto nos municípios, nós realizamos as coletas de dados nas armadilhas e a alimentação do banco de dados para elaboração dos mapas de risco por bairros visando o direcionamento das ações de controle”, diz.

Passos acrescenta que as equipes municipais já foram treinadas e estão extremamente entusiasmadas e envolvidas com o processo de trabalho do projeto. Ele também destaca que já estão sendo executadas as ações de controle dos vetores da dengue com base nos resultados obtidos em campo. “Os técnicos da FVS-AM monitoram as atividades realizadas e o envio dos dados para elaboração dos mapas de risco, com base nas informações dos números dos ovos dos mosquitos coletados.

Meta

Entre as principais metas, o estudo busca avaliar se as armadilhas ovitrampas podem ser utilizadas para direcionar e aperfeiçoar o controle dos vetores, verificar o status de susceptibilidade/resistência das espécies aos inseticidas utilizados e avaliar a eficácia do spinosad como medida alternativa no tratamento de depósitos.

Parceria

A iniciativa do estudo é resultado de uma parceria entre a FVS/AM e o LAFICAVE da Fundação Osvaldo Cruz - RJ, por meio do Programa de Ação Estratégica em Ciências e Tecnologia (PECTI-Saúde) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e das Secretarias Municipais de Saúde dos municípios de Presidente Figueiredo e Itacoatiara.

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