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Projeto Tchibum traz alegria para crianças e idosos doentes no Natal

Mariana Leite se inspirou nos Doutores da Alegria para criar o Projeto Tchibum, que hoje conta com 500 voluntários 24/12/2014 às 06:33
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Mariana Leite, 25 é engenheira e criadora do projeto social
Cynthia Blink Manaus (AM)

O projeto Tchibum nasceu em 2010, depois que a engenheira mecânica Mariana Leite assistiu a um documentário sobre os Doutores da Alegria, o grupo de atores que se vestem de palhaços para visitar crianças internadas em hospitais brasileiros.

As cenas tocantes e alegres fizeram Mariana ter certeza que poderia fazer o mesmo trabalho, mas ela descobriu que os Doutores da Alegria não atuavam em Manaus. “Soube também que, para participar, era preciso ser atriz ou palhaço profissional, o que era complicado; naquele momento eu estava estudando Engenharia Mecânica, um curso que não tem muita ligação com a humanização”, diz Mariana, que não desanimou e decidiu enviar e-mail aos seus amigos, a fim de formar um grupo semelhante ao dos Doutores da Alegria. Cinco de dez amigos convidados aceitaram participar.

Nos hospitais

O próximo desafio era convencer os hospitais a aceitarem o projeto. No Hospital Infantil da Zona Oeste, a recepcionista pediu que o grupo voltasse em um mês, já que na época o hospital estava em reforma. Quando Mariana e sua trupe voltaram, a assistente social perguntou: “Você tem alguma experiência com isso? Alguma recomendação? Conhece bem o trabalho?”. A resposta para todas essas questões foi “não”. “Mesmo assim, acho que ela viu o tamanho da força de vontade e autorizou”, lembra Mariana.

Superados os desafios, o projeto Tchibum comemora quatro anos de trabalho voluntário no hospital infantil e, com esta mesma atividade, está presente na Unimed. Além disso, o ‘Tchibum’ vai  onde for chamado, garante a criadora do projeto.

Novo público

Além dos hospitais infantis, o Tchibum também atua há quatro anos na Casa do Idoso São Vicente de Paula. “Apesar das muitas dificuldades  financeiras (Mariana começou o projeto com R$ 10) aceitamos o desafio de desenvolver atividades com os idosos”, lembrou.Atualmente, o projeto Tchibum conta com 500 voluntários e recebe o apoio de pessoas de  todo o Brasil.

O sucesso do projeto permite que a idealizadora sonhe com um futuro mais organizado e institucionalizado. “Nossa intenção é nos tornar uma fundação no futuro, continuar oferecendo às instituições o apoio voluntário e acolher crianças e idosos em trabalhos voltados para humanização e desenvolvimento de uma sociedade mais colaborativa”, conclui Mariana.

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