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Manaus
PRECAUÇÃO

Promotores que atuaram no caso Oscar Cardoso estão com escolta policial

Autoridades de segurança do Amazonas investigam ameaça aos promotores e ao juiz que participaram do julgamento do narcotraficante João Branco, condenado pelo assassinato do delegado Oscar Cardoso 03/05/2018 às 04:30
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Foto: Arquivo/AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

O secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Anésio Paiva, afirmou que todos os recursos da secretaria foram colocados à disposição do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) para garantir a segurança do juiz e dos promotores Ednaldo Medeiros e Geber Mafra, ameaçados por um grupo criminosos que atua no Estado.

Os dois promotores já estão andando com escolta policial, mas até o fim da tarde dessa quarta-feira (2), não houve a confirmação se o juiz também estava com segurança armada reforçada.

A medida foi tomada para evitar que ocorra o mesmo que aconteceu com o delegado da Polícia Civil Oscar Cardoso. O delegado foi assassinado com aproximadamente 20 tiros, no bairro São Francisco, na Zona Sul, em março de 2014. Na época, havia ameaças contra o delegado, no entanto, foram ignoradas. 

O presidente da Associação dos Magistrado do Amazonas (Amazon), Cássio Borges, explicou que o juiz deverá entrar com um requerimento junto à presidência do TJAM solicitando medidas para a sua segurança pessoal. Por meio da assessoria de imprensa da instituição, o presidente Flávio Pascarelli informou que já tinha tomado as medidas necessárias.

Recado direcionado

As ameaças chegaram ao conhecimento das autoridades de segurança no último fim de semana por meio de um “salve”, ou seja, uma espécie de recado direcionado a integrantes de uma facção criminosa, onde a cúpula dá as ordens que devem ser executadas.

A mensagem cita o nome dos dois promotores, um juiz, e ex secretário de Inteligência Thomaz Vasconcelos Dias, que participou, como testemunha, do julgamento do narcotraficante e um dos líderes da FDN, João Pinto Carioca, o João Branco, e seus comparsas Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Diego Bruno de Souza Moldes e Messias Maia Sodré pelo assassinato de Cardoso. No recado, a ameaça diz que os promotores, o juiz e o ex-secretário serão “mandados para o inferno”.

Alerta

Até essa quarta-feira (2), a informação era de que o “salve” está sendo analisado pelos órgãos de inteligência da SSP para verificar se é verídico e de quem partiu. A principal suspeita é de que essas ameaças tenham partido de integrantes da facção criminosa Família do Norte (FDN) e, se forem confirmadas, são consideradas gravíssimas pelas autoridades de segurança.

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