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Prosamim é invadido e vigiado por guardas particulares

O local, que no projeto-base da prefeitura serviria de área verde para a população, é alvo de constantes tentativas de invasão 10/07/2013 às 09:54
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O responsável pela ‘invasão’ tem até sexta para retirar placa e cerca de arame
acritica.com ---

Uma placa antiga e já desbotada responsável pela identificação do canteiro de obras do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) na avenida Brasil, Zona Oeste, carrega agora as letras de “propriedade privada”. O local, que no projeto-base serviria de área verde para a população, é alvo de constantes tentativas de invasão e conta até com guarda de empresas particulares.

O campo serve de cenário para brincadeiras e campeonatos de pipas ou papagaios nos finais de semana. Na última semana, no entanto, um homem, cuja identidade não foi revelada, mandou cercar a área com arames farpados.

Os moradores próximos ao local informaram que as tentativas de invasão são frequentes e que guardas particulares são contratados para vigiar o terreno vazio e evitar que novos invasores se apossem do espaço.

Terras do Estado

Segundo dados da Superintendência de Habitação do Estado (Suhab) a área verde foi desapropriada durante a construção do Prosamim. No projeto-base, estava previsto que o local seria usado como área verde de convivência para os moradores.

A assessoria de imprensa da Suhab divulgou ainda que o invasor foi notificado e terá até a próxima sexta-feira para retirar a placa e a cerca com arame farpado. Caso ignore a notificação, agentes da secretaria estão autorizados a retirar o material e liberar a área para os moradores.

A superintendência informou ainda que os moradores já procuraram o Estado solicitando que o espaço seja ocupado com obras públicas de convivência, como praças.  A intenção foi encaminhada para outras secretarias estaduais, visto que a atuação do Prosamim no local já é considerada terminada.

O Prosamim é um programa do Governo do Estado, que tem como objetivo recuperar as bacias dos igarapés na cidade de Manaus, além de dar melhores condições de habitação para pessoas que moram nas margens desses igarapés. O modelo usado nesse programa teve inspirações em projetos habitacionais europeus. 

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