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Protestos pacíficos marcam o ‘Dia Nacional de Lutas’ em Manaus

Mobilizações em frente a Prefeitura de Manaus, sede do Governo, Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e Ufam foram registradas na manhã desta quinta-feira (11) e fazem parte da pauta do 'Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações' 11/07/2013 às 12:02
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Cerca de 600 servidores públicos fecharam nesta quinta-feira (11) a avenida Brasil, no bairro Compensa , Zona Oeste de Manaus
Bruna Souza e Evelyn Souza Manaus, AM

Diversos grupos de manifestantes realizam atos públicos e passeatas na manhã desta quinta-feira (11) em pontos diferenciados de Manaus. As ações fazem parte do ‘Dia Nacional de Luta’, que reúne nesta quinta-feira (11) movimentos sindicais e a população por todo o país, eles pedem ampliação nos direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho e investimentos nos direitos básicos dos cidadãos.

A maior concentração de manifestantes aconteceu em frente à sede da Prefeitura Municipal de Manaus, localizada na Avenida Brasil, Zona Oeste da cidade. No local, estiveram aproximadamente 600 pessoas, ligadas ao funcionalismo público. De lá, o grupo caminhou rumo à sede Governo do Estado, localizada na mesma via.

O Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais do Amazonas (Sispeam) esteve presente na mobilização e segundo o presidente Riad Ballut, os trabalhadores reivindicam o aumento no valor do ticket alimentação de R$ 220 para R$ 600, baseado nos índices de inflação. A correção do adicional por tempo de serviço, devolução da Gratificação da Atividade Técnica- Administrativa que segundo ele, foi cobrada de forma ‘indevida’ no período de 1999 a 2010.

As manifestações aconteceram na bola da Suframa, Zona Sul e Avenida Rodrigo Otávio, bairro Japiim, Zona Sul da cidade, a via permite o acesso à Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Os professores das redes municipal e estadual de ensino fazem parte das manifestações, munidos com faixas e cartazes. Eles reivindicam melhorias nas condições de trabalho, além do aumento de 15% nos salários dos professores benefícios como vale transporte e alimentação e melhorias para a educação de forma geral. Os educadores disseram não concordar com o valor do aumento salarial da classe, anunciado nessa quarta-feira (10), pelo governador Omar Aziz (PSD), os índices variam entre 4,5% e 14%.


Zona Sul

Pelo menos 50 pessoas entre professores e profissionais da educação fecharam a entrada da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) ainda nesta manhã desta quinta-feira (11).

De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), José Belizário, a categoria reivindica o fim do fator previdenciário; 10% do PIB para a Educação Pública já; valorização da carreira docente e técnico-administrativa em educação; condições de trabalho decentes no serviço público; não ao assédio moral nas instituições públicas; não à corrupção; melhorias da qualidade do transporte coletivo; mais investimentos na saúde pública; fim das privatizações e da terceirização do trabalho; o combate a criminalização dos movimentos sociais; e a reforma agrária.

Segundo Belizário, há uma omissão por parte da administração da Ufam referente aos problemas com o transporte coletivo que os alunos e professores enfrentam todos os dias.

“É obrigação da administração da Ufam cobrar melhorias dos empresários do setor de transporte público. Os estudantes e professores se aglomeram na parada e muitas vezes saem pendurados nos ônibus para não ter que esperar horas por outra linha. Além disso, as dependências do Campus estão insalubres, começando pela biblioteca com livros velhos e aparelhos sucateados. O restaurante também é outra reclamação, a comida é ruim e ficamos em filas enormes”, declarou.

O clima em frente à entrada do campus universitário ficou tenso quando um professor tentou entrar no local rompendo a barreira feita pelos manifestantes. Os educadores bateram boca e o professor identificado como Waltair Machado, que compôs uma das chapas durante a última eleição para reitoria da universidade, acabou por retirar o carro do local.

Questionado pela equipe de reportagem de A Crítica, o professor disse que precisava pegar um documento na universidade e por isso precisava entrar, mas foi impedido pelos colegas de profissão.

“Não sou contra o movimento, inclusive faço parte, mas precisava urgentemente de um documento. Infelizmente foi impedido de entrar e isso não concordo. Primeiro porque tenho direito de não compactuar com a proibição do direito de ir e vir do individuo”, declarou Waltair antes de sair do local.

Movimentos sindicais

As centrais sindicais do Amazonas se concentram ainda na madrugada desta quinta na rotatória da Suframa e seguiram em direção a ‘bola’ do Eldorado e depois para a sede a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM). Produtores rurais, que fecharam a Avenida Torquato Tapajós durante o período da manhã, também de juntaram ao movimento na frente da ALE-AM. Os sindicatos possuem uma pauta de reivindicações e pretendem entregar aos deputados.

Representantes desses movimentos sindicais, entre eles: Central de Trabalhadores do Brasil (CTB), Movimento Passe Livre (MPL- Manaus), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e Central Única dos Trabalhadores (CUT) foram recebidos pelos parlamentares da Casa legislativa.

Indústria

Industriários com apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Material Plástico de Manaus (Sindplast) se reuniram ainda durante a manhã na avenida Buriti, nas proximidades da Bola da Suframa, Zona Sul de Manaus. O grupo permaneceu no local a partir das até as 8h e por cerca de meia hora, os manifestantes fecharam a via e impediram o fluxo de veículos em direção ao Distrito Industrial.

O presidente do Sindplast, Francisco Brito, informou que a categoria luta pelo reajuste digno para os aposentados, a diminuição da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais sem alteração no salário base, fim do fator previdenciário, reforma agrária, passe livre para os estudantes, fim dos leilões do petróleo, investimentos em saúde, transporte público, educação e segurança, além do fim do Projeto de Lei 4330 que amplia a terceirização do setor.

“Estamos aqui para fazer valer nossos direitos. Vamos lutar pelas reivindicações nacionais, mas também pela mudança no Processo Produtivo Básico que investe atualmente em componentes que vem da China, quando poderiam ser produzidos no nosso Polo Industrial. Com esta pequena mudança, novas oportunidades de trabalho serão abertas, além da diminuição no valor dos produtos que são comercializados em Manaus e no mundo”, salientou o presidente.

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