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Próximo alerta de cheia do rio Negro somente na segunda-feira (2)

CPRM vai confirmar se a cheia do rio Negro para alterações em relação ao primeiro alerta emitido em março. Para o órgão, é possível que a cheia seja mais branda e não cause muitos prejuízos em Manaus 29/04/2016 às 10:45 - Atualizado em 29/04/2016 às 10:47
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Nível do rio Negro marcou a cota de 25,30 metros; 2,63 metros a menos que em 2015, que foi de 27,20 metros
Isabelle Valois Manaus (AM)

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgará na próxima segunda-feira o segundo alerta de cheia para a capital.  Desta vez, o órgão confirmará se o rio Negro passará por alterações na previsão de cheia divulgada no primeiro alerta, em março desta ano, quando o CPRM avaliou a cota máxima entre 26,60 metros e 27,20 metros.

A alteração pode ocorrer conforme a variação do rio Solimões que influencia na bacia do rio Negro. O CPRM informou que com esta cota, o rio Negro fica 1,74 metros abaixo da cota considerada de emergência para inundações, considerado a cota de 28,94 metros.

Até ontem, após subir mais 4 centímetros, o rio Negro atingiu 25,30 metros. Neste mesmo período em 2015, o rio subia 5 centímetros e atingia a cota de 27,93 metros.

A estimativa divulgada pelo CPRM tem 70% de probabilidade de acerto e foi divulgada com 75 dias antecedência do pico da cheia, que historicamente ocorre no mês de junho. O Serviço Geológico informou que a possibilidade é que tenhamos uma cheia mais branda para este ano.

Em 2015, a cota máxima foi registrada no dia 29 de junho, com 29,66 metros. O segundo alerta de cheia estava previsto para ser divulgado hoje, mas o CPRM o adiou para a segunda-feira. O último alerta de cheia para este ano é previsto para o dia 31 de maio.

De acordo com superintendente regional do CPRM, Marco Oliveira, é possível não haver este ano uma cheia danosa,  considerada de grande impacto para a população ribeirinha e infraestrutura das cidades, que é quando o rio Negro supera os 29 metros, como ocorreu nos últimos cinco anos. A previsão da cheia deste ano é que o rio Negro possa oscilar no intervalo de 26,60m a 27,20m. Quanto à vazante, é difícil fazer um prognóstico neste momento. É preciso esperar o término do período chuvoso na Amazônia, que vai até julho, e o consequente nível dos rios. Se eles estiverem muito baixos e ocorrer uma estiagem prolongada, é possível que tenhamos uma vazante grande”, comentou.

Os principais fatores que podem determinar a intensidade do ciclo natural da cheia dos rios são as chuvas, que não tivemos com intensidade na região por causa da presença do El Niño (fenômeno climático ocasionado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do oceano e influencia na mudança do clima dependendo da intensidade e região).

Conforme o chefe da Divisão de Meteorologia do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Ricardo Dallarosa, o período de maior influência do El Niño já aconteceu, embora ainda se observe a presença de anomalias na região de monitoramento. Por conta disso, ainda restam pequenas influências do fenômeno, fora da Amazônia Legal.

Acidentes de trânsito devido à chuva

A chuva que atingiu Manaus na manhã de ontem complicou o trânsito na cidade. De acordo com os registros do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), além da lentidão em várias ruas da capital, houve três registro de acidentes. A atenção precisa ser redobrada quando a pista está molhada.

O mais recente foi na avenida Álvaro Maia, nas proximidades com a rua Santos Dumont. Três veículos colidiram e não houve vítimas. Outro acidente ocorreu na avenida Ipase, na Compensa, envolvendo uma motocicleta. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender o motoqueiro que ficou lesionado. O acidente ocorreu por volta das 7h14.

O Manaustrans também registrou uma ocorrência na avenida Autaz Mirin, próximo ao Atacadão sentido São José/ Armando Mendes. Houve danos materiais sem vítimas. O acidente ocorreu por volta das 6h37.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no período de 3 horas a estação automática do instituto entre a Mário Ypiranga e Maceió, detectou  o acumulado de precipitação de 1,2 milímetros.

De acordo com meteorologista do Inmet, Gustavo Ribeiro, do dia 1° de abril até as 08h de hoje (29) na capital, o acumulado mensal está em 290,2mm, o volume considerado normal (ou na média) para o mesmo período (de 28 dias). 

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